SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 15:17

Jornadas Parlamentares do Bloco de Esquerda em Torres Novas

Torres Novas e Santarém receberam as jornadas parlamentares do Bloco de Esquerda (BE) nos dias 21 e 22 de Março. Aqui foi decidida a votação contra o quarto Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC4), discutida no parlamento na quarta-feira, dia 23 de Março. Os restantes partidos da oposição (PCP, PSD e CDS) já tinham declarado a sua intenção de votar contra estas novas medidas de austeridade, pelo que não foi surpresa esta tomada de posição. Estas intenções de voto levaram o primeiro-ministro a declarar que se demitiria caso estas medidas fossem chumbadas, por “falta de condições” para governar. Entre várias justificações para este chumbo, o BE aponta que o quarto programa de austeridade “vem assumir o que o primeiro-ministro negou a pés juntos – a recessão está aí”. Esta declaração surge após o orçamento de estado para este ano prever um crescimento de 0,2% da economia, quando este programa de austeridade prevê uma retracção de 0,9%. O líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza, discursou na Alcaidaria do Castelo, focando-se essencialmente na crise política e económica do país. O deputado considerou que “a ofensiva contra o trabalho, os direitos sociais e os serviços públicos atingiu uma agressividade inédita”. “Chamam-lhe crise, mas a crise tornou-se um pretexto para justificar essa ofensiva”. Denunciando encontra “fraca” e “rendida aos mercados financeiros”, José Manuel Pureza afirma que o governo português é “um zeloso aplicador local” da “economia europeia do abismo”, através dos sucessivos Programas de Estabilidade e Crescimento (PEC).

João Rodrigues

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