SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 14:24

Amarás

A grande condição dum cristão ou dum discípulo de Cristo é Amar. Jesus veio ensinar-nos isto mesmo: haja amor na humanidade. Pelo amor é que se chega ou se alcança o Reino de Deus, e este só não se tem por faltar amor à humanidade. E isso logo no nosso País, nas nossas paróquias, na nossa família e até mesmo dentro de nós. As Leituras deste XXIV domingo insistem nisto: no amor universal, no amor “a torto e a direito”, em todas as circunstâncias, mesmo nas mais penosas. Veja-se o caso dos mártires: aguentavam o martírio e oravam com amor pelos seus algozes. Veja-se o caso de Jesus Crucificado que, pregado na cruz, recomenda ao Pai os seus malfeitores: “Pai, perdoai-lhes, que não sabem o que fa
zem” (Lc 23,34). E o carinho com que Se dignou olhar para o salteador crucificado ao lado d’Ele, não lhe perguntando por nada nem sequer se estava arrependido; no entanto disse-lhe: «Hoje estarás comigo no paraíso»!
Jesus é assim: o redentor! O cristianismo nasceu numa sociedade de perseguições e de violência. E tudo isto se refletia nos comportamentos de muitos cristãos membros de muitas comunidades. Era então comum e normal que os Apóstolos insistissem no preceito do único Mandamento cristão que Jesus nos deixou; Mandamento a que Cristo chamou Novo. São Paulo, por exemplo, aos cristãos de Éfeso inculca: “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémia e toda a malícia sejam eli
minadas de entre vós. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (cf Ef 4,31-32). É claro que tudo isto não passa dum eco do ensino de Cristo quando hoje diz no Evangelho de São Mateus: “Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias porque mo pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti (Mt 18,33)? Além disso, aqui também se trata duma descrição histórica das sociedades em que São Paulo vivia e em particular da comunidade cristã de Éfeso a quem o Apóstolo se dirige. O cristianismo, com sucesso, começou por corrigir estas coisas em homens violentos e com um histórico de assassinatos.

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