SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 10:41

De médicos (veterinários) e loucos, todos temos um pouco

Dia Internacional da Vida Selvagem

Por: Drª Telma Gomes

Assinalou-se, a  3 de março, o Dia Internacional da Vida Selvagem. Definido em Assembleia-Geral das Nações Unidas no dia 20 de dezembro de 2013, a celebração do Dia Internacional da Vida Selvagem pretende consciencializar para a fauna e flora selvagens, tornando-se no mais importante evento anual dedicado à vida selvagem.

Anualmente, o tema associado a este dia é diferente: uma forma de direcionar o foco de atuação, de modo a que a intenção não se perca num conceito generalista. Para 2019, o tema é: “vida debaixo de água: para as pessoas e para o planeta”, o primeiro ano que se concentra na vida marinha. E porquê, esta importância?

Todos temos ouvido falar da poluição dos oceanos, na ameaça à vida marinha, mas temos realmente noção do que isso representa, ou limitamo-nos a preocupar-nos com a existência de bacalhau no Natal, sardinha no verão e uma boa praia nas férias? Os oceanos contêm cerca de 200 mil espécies identificadas, embora os números reais possam ascender a milhões. O sustento de mais de três biliões de pessoas depende da biodiversidade marinha e costeira. Na verdade, a vida marinha tem contribuído, ao longo de milénios, para o desenvolvimento humano e civilizacional.
Na atualidade, um longo período de História da Terra e da civilização humana, está a ser ameaçado pela poluição, pelas mudanças climáticas, pela sobreexploração de recursos. É altura de pensar: o que quero deixar para as gerações que hão de vir? E não vale a pena imaginar um futuro longínquo – não, pensemos mesmo nos nossos filhos, nos nossos netos. E sim, todos nós podemos fazer a diferença: num mundo de cerca de sete biliões de pessoas, a diferença começa por cada indivíduo – na reciclagem, na compra sustentável de produtos marinhos, porque não se vende o que não se compra.

Em criança, ao meio dia, tinha encontro marcado com o BBC Vida Selvagem, transmitido na televisão. Sentia-me fascinada com a natureza, com o funcionamento dos ecossistemas, chocada com a brutalidade da cadeia alimentar. Mas, sobretudo, os meus olhos brilhavam, ao conhecer tanto sobre a vida que vive no mesmo planeta que eu, só noutro sítio. Entristece-me pensar que os meus filhos não terão a possibilidade de ver os animais que eu vi, extintos pela desmesurada e insustentável pegada humana no planeta. A mudança está em nós. Aja, hoje!

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados