SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Setembro 2020, 13:50

Gripe

Por: Dra. Sara Ferreira

No dia a dia é comum chamar gripe a constipações e resfriados banais. Contudo, são doenças diferentes.

A constipação é uma doença respiratória aguda, provocada por vários tipos de vírus, pertencentes a várias famílias. Geralmente tem uma evolução benigna e curta, já que na maioria dos casos as manifestações desaparecem totalmente ao fim de 5 a 7 dias, sem originarem complicações.

A gripe é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus da gripe (Influenza). Apresenta um curto período de incubação (1-3 dias) e uma elevada taxa de transmissão. A gripe faz com que as pessoas se sintam pior do que com uma constipação. No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dor muscular e articular intensa, tosse frequente com sensação de “peso” no peito, arrepios e dor de cabeça forte.

Nas crianças com idade inferior a 4 anos são frequentes a prostração e os sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal). A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário do 1 a 3 anos.

Pode originar doenças com maior gravidade, nomeadamente doenças respiratórias que podem levar ao interna
mento hospitalar, agravando os riscos de saúde dos idosos, dos asmáticos e de outros com doenças crónicas.

A gripe habitualmente surge nos meses de inverno, com pico entre dezembro e março. Transmite-se por gotículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros. As gotículas também se podem encontrar em superfícies que estão em contacto com o doente. Também podem contagiar-se pessoas que toquem nessas superfície e que depois levam as mãos à cara.

A gripe pode ser evitada através da vacinação, da redução de contacto com pessoas infetadas e da correta lavagem das mãos. A vacina evita o aparecimento de gripe em 75% dos casos e em 98% dos infetados diminui a gravidade da doença. A vacina não dá proteção a longo prazo porque o vírus muda constantemente com novas estirpes e variantes a emergirem, pelo que as pessoas não conseguem desenvolver defesas contra todos os novos vírus. Por isso ser tão importante a vacinação todos os anos, sobretudo nos grupos de risco prioritários (pessoas com idade igual ou superior a 65 anos; doentes crónicos e imunodeprimidos, com 6 ou mais meses de idade; grávidas com tempo de gestação superior a 12 semanas; profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados – por exemplo em lares de idosos).

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