SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Setembro 2020, 12:39

Podemos aprender com o passado?

Por: Fábio Carvalho

A semana passada fui assistir à Conferência na Biblioteca Municipal sobre Saúde na Época dos Descobrimentos. Já gostava de história (hoje mais, tenho de confessar) e agora tenho aprendido a gostar de saúde por causa deste desafio que “O Almonda” me colocou para escrever nesta página. Achei esta conferência muito interessante, é de ressalvar que a Feira de Época vai muito para além da festa dos comes e bebes. Tem história, tem cultura, basta estar atento e mostrar interesse pelo mundo que nos rodeia. Podemos aprender muito com o passado. Sou suspeito porque participo, mas ao longo destas edições, a Feira de Época ou Feira Medieval tem me ensinado muito sobre a minha terra, que não vinha nos meus livros de história. Um dia ouvi alguém dizer que a Feira não era cultura, pois para mim é, por tudo o que me tem ensinado e dado, isso não é cultura? Desculpem lá o desabafo mas tinha de ser. Bem mas vamos lá de falar de saúde porque é para isso que eu escrevo aqui. Durante a conferência não pude deixar de reparar o quanto importante foi para os nossos antepassados a criação de cuidados de saúde básicos em vários lugares do Reino. Como o nosso interior não parecia esquecido. O sábio historiador Manuel Alves que nos brindou com brilhante conferência, disse-o e disse muito bem: “não basta haver bons hospitais é necessário haver bons cuidados de saúde de proximidade”. Os nossos antepassados bem o sabiam e parece que nós em dia nos temos esquecido um pouco disso. O nosso sistema de saúde já viveu melhores dias, é uma realidade. A medicina avançou muito sem dúvida. Fez muitos progressos, não a podemos comparar aos tempos medievais, seria injusto. Mas já naquele tempo eles sabiam o quão era importante termos um sistema de saúde próximo dos cidadãos. Temo-nos nos esquecido um pouco disso. Vivemos num tempo em que muitas das aldeias já perderam os seus médicos de família. Os serviços de saúde estão descentralizados. Volta e meia lá veem notícias da falta de médicos, enfermeiros. Há queixas dos nossos profissionais por diversos motivos, falta de condições em alguns Hospitais. Isso tudo nos afeta. Temos de voltar a ter a real noção do quanto é importante a nossa saúde. É tudo verdade, um país sem uma população saudável não poderá crescer de uma forma próspera.

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