SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 3 Agosto 2020, 19:26

Também é um meteoro-sensível?

Por: Fábio Carvalho

Está farto do Félix, da Giselle ou do Hugo. Já não suporta esta chuva e quer que o bom tempo volte rapidamente. Está provado por vários estudos realizados que o estado do tempo mexe connosco e com a nossa saúde. Há quem se sinta mais bem-disposto e alegre num dia mais solarengo, mas há também quem se sinta mais em baixo nos dias de mais frio e chuva. O tempo pode afetar os nossos estados de alma e não só. É sabido que o sol dá-nos muita vitamina D e traz muitos benefícios, embora se torne perigoso quando nos expomos demasiado. Já alguma vez alguém lhe disse algo parecido: tenho aqui uma dor nos ossos, amanhã vem lá chuva. Provavelmente estava a falar com uma pessoa que é meteoro-sensível. Estima-se que no mundo três em cada pessoas o sejam. São indivíduos hipersensíveis às mudanças do tempo e com uma incrível capacidade prever a chuva e outros fenómenos. Só são ultrapassados pela meteoro-sensibilidade dos animais. A maior capacidade dos auditivas dos cães ou dos insetos. Foi revelado que existe uma relação entre o vento seco e quente e uma dor de cabeça, entre estados de excitação e o nervosismo. As quedas de pressão atmosférica e a passagem de frentes frias com a maior incidência de problemas coronários. Segundo um artigo publicado pela revista Super Interessante, o Psiquiatra Normam Rosenthal em 1984 utilizava pela primeira vez o termo “transtorno afetivo sazonal” (TAS) para descrever uma depressão influenciada pelas estações do ano, normalmente o inverno. Alterações do estado do ânimo, enxaquecas intensas, alterações de sono e
irritabilidade, apetite ou desejo sexual foram alguns dos sintomas demonstrados. Se no inverno temos que lidar com estes problemas a solução pode passar por ir em busca de zonas mais soalheiras. Alguns especialistas apontam sistemas como a luminoterapia, as deslocações para locais com mais luz e determinados medicamentos. Perceber os efeitos do clima e do tempo na nossa saúde torna-se um desafio quando lidamos hoje em dia com as alterações climáticas. As alterações climáticas vão afetar-nos a nós e ao mundo e poderão ter efeitos nevastos na nossa saúde. Este é um dos principais desafios para a saúde no Século XXI. As chuvas, secas e ciclones vão trazer mais consequências. O risco do aparecimento de doenças tropicais nos países quentes é um deles. Podemos lidar cada vez mais com males infeciosos como tuberculose, gripe das aves, por exemplo. A comida também será afetada segundo um estudo de 2011 publicado pela revista do Instituto Nacional das Ciências Ambientais dos EUA, isto porque o aumento de secas extremas irá trazer falta de produtos básicos em muitas zonas. As alterações climáticas acontecem hoje muito por culpa da intervenção humana. Por isso cabe a nós também fazer alguma coisa para que estas não sejam mais prejudiciais a todos nós. Reduzir a poluição e optar pelo uso de energias mais limpas pode ser a solução. Podemos fazer sempre qualquer coisa, e não desrespeitar a natureza é uma delas. Está na altura de nos tornarmos mais conscientes e fazer alguma coisa para isso. O futuro do tempo e da nossa saúde está nas nossas mãos.
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