SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 21 Setembro 2020, 21:14

Luís Rodrigues expõe em Lisboa

Após a exposição “Sacrilégios” em Torres Novas, nos meados de 2019, Luís Rodrigues seguiu para a Galeria São Mamede no Porto. Esta exposição haveria de encerrar mais um ano intenso, marcando a sua indelével ligação a Portugal. E, no seu regresso a Paris, levou o compromisso de voltar com novos trabalhos, o mais breve possível. No verão de 2019 deambulou pela Bretanha e, fascinado pelas falésias graníticas, realizou uma série de desenhos. Talvez aqui se tenha iniciado um processo alquímico, que o empurraria à realização dos trabalhos agora expostos em Lisboa.

 Este processo alquímico e criativo revelarseia, definitivamente, depois  de visitar a aldeia de Monsanto; qual reino da pedra em que,  como Luís Rodrigues refere, “subir, subir, subir por atalhos e de graus abertos a picão no granito  duro à flor da pedra”. A partir daqui é inevitável seguir até José  Saramago tentando entender o  “que há de pedra nas pessoas  e o que das pessoas passou a  pedra”.  Na Galeria São Mamede, até ao  dia 20 de julho, este punhado de  fantásticas obras, em tela e papel, dá continuidade a uma pintura bem vincada no seu estilo e  inegavelmente representativa da  melhor arte contemporânea.  “Tudo é e foi, mas parece não  ser” é o título desta exposição e    aparenta falar de verdades que  se ocultam em pensamentos erráticos. Ou afirmar que as inertes fragas cantam no seu silêncio ou que as falésias graníticas  de  Pouldu,  em  titânica  defesa,  enfrentam o imparável mar.   

Estas obras dão continuidade a uma  paleta  exuberante,  capaz  de preencher telas e papéis, num  complexo processo onde a riqueza da densa composição não deixa lugar, mais uma vez, a que a  luz se instale.  Luís Rodrigues é neto de Faustino Bretes e nasceu em Torres  Novas no ano de 1948. A sua carreira há muito que se internacionalizou e os seus trabalhos hoje  residem em museus e coleções  um  pouco  por  todo  o  mundo.  Reside em França desde 1967 e  tem, no seu vasto currículo, cerca  de 300 exposições individuais ou  coletivas. 

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2020 © Todos os direitos reservados