SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 14:05

Homenagem em Lapas a Bertino Coelho Martins

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Foi com a emoção à flor da pele que decorreu a homenagem a Bertino Coelho Martins, em Lapas, no domingo, dia 12. Era a homenagem esperada, tanto pelo homenageado como pela população de Lapas, pois é um dos seus filhos mais ilustres. Um homem dedicado à cultura e às suas gentes, ao folclore e à música e que, pelo que se ouviu, sempre levou no seu coração o nome de Lapas por onde quer que andasse.

Antes da sessão solene, promovida pela Junta de Freguesia de Lapas, houve um pequeno momento musical a que se seguiu o visionamento de imagens da vida do homenageado.

Manuel Ramos, o Presidente da Junta de Lapas, fez as apresentações dos convidados, começando por Aurélio Lopes, escritor e amigo de Bertino Coelho Martins, dizendo que a sua presença em muito «dignificava a cerimónia». Explicou em seguida que fez questão de convidar os anteriores presidentes de junta de Lapas porque «fazia sentido», até porque depois do 25 de Abril apenas se fizeram duas homenagens, uma a António Borga e outra a José da Bernarda. Faltava a homenagem a Bertino Coelho Martins, ele que já havia sido homenageado em outros locais do Ribatejo, desde Santarém a Alcanena, faltando a homenagem da sua terra natal. Explicou em seguida que a freguesia havia deliberado atribuir ao homenageado o nome de uma rua, mas, por razões que disse desconhecer, a Câmara não aceitou a sugestão da Junta. Por essa razão optaram por atribuir o nome da “Taberna do Aspirante” a Bertino Coelho Martins, o que estava ao alcance da Junta. Para a ocasião entregaram as Actas da reunião onde a decisão foi tomada e aprovada ao homenageado.

Aurélio Lopes começou por explicar que mesmo os que são de Lapas e conhecem Bertino Coelho Martins por vezes «não têm a noção do alcance do seu trabalho». Foi um homem que nunca se esqueceu de Lapas e esta homenagem era a que, «no fundo, Bertino desejava», confessou. Perguntou em seguida porque razão Bertino havia sido homenageado em tantos locais e por tantas instituições. Alguma razão deveria de existir. Algumas dessas homenagens foram pela sua qualidade de músico, outras por lhe acrescentarem a de maestro e compositor e outras ainda por lhe reconhecerem a dedicação e entrega ao trabalho. Foi 8 anos Presidente de Junta de Marvila em Santarém, dirigente sindical, no folclore integrou a comissão técnica e foi um homem que assumiu sempre a responsabilidade por onde passou, mostrando-se disponível para participar em tudo. É em suma, «um homem bom com muita qualidade», declarou.

Luís Miguel Lopes

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