SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 22:17

Entrevista a D. Manuel Pelino Domingues na celebração do Jubileu Episcopal

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No dia 13 de março, D. Manuel Pelino Domingues, Bispo da diocese de Santarém, celebrou o seu Jubileu Episcopal, isto é, o  25.º aniversário da sua ordenação D. Manuel Pelino foi ordenado bispo a 13 de março de 1988, em Coimbra, após ter sido nomeado bispo auxiliar do Porto, pelo Papa João Paulo II, em dezembro de 1987. Foi nomeado Bispo de Santarém em janeiro de 1998.

Em entrevista concedida a O Almonda, D. Manuel fala das suas origens e do seu percurso como Presbítero e como Bispo. Analisa a caminhada feita e observa quais os desafios que são lançados à Igreja Diocesana. O Bispo Diocesano reage ainda face à conhecida situação de renúncia ao ministério sacerdotal de alguns padres na Diocese de Santarém.

Jornal O Almonda: Senhor Bispo, fale-nos das suas raízes, da sua família, da sua história vocacional.

D. Manuel Pelino Domingues: Nasci numa família cristã numerosa, com nove irmãos. Cresci rodeado de afeto e de referências cristãs. A proposta vocacional penetrou em mim por osmose. Na verdade, sempre fui muito ligado ao meu padrinho e tio, Padre Horácio, dedicado à Casa do Gaiato (Obra do Padre Américo), em nossa casa passavam sempre muitos padres. Assim, apoiado pela família entrei, após a Escola Primária, para os seminários de Coimbra (Menor e depois Maior) onde fiz os estudos secundários e depois a filosofia e a teologia. Ao mesmo tempo, fui fazendo o discernimento vocacional, acompanhado por orientadores dedicados, exigentes e exemplares. Fui esclarecendo dúvidas, combatendo defeitos, ultrapassando alguns obstáculos e cheguei com naturalidade à ordenação presbiteral no ano em que terminou o Concílio Vaticano II, a 13 de agosto de 1965.

Após a ordenação foram-me confiadas três paróquias rurais, Seixo, Gatões e Liceia do concelho de Montemor-O-Velho, que servi com entusiasmo e das quais guardo gratas recordações. Em 1973 fui enviado pelo meu bispo para aprofundar o estudo da teologia dogmática e teologia pastoral, respetivamente em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e em Madrid, na Pontifícia de Salamanca. Regressado à diocese de Coimbra assumi várias responsabilidades no campo da pastoral especializada e do ensino da teologia, residindo e colaborando na paróquia de São José.

Em 1988 fui chamado para Bispo auxiliar do Porto, onde já ensinava teologia pastoral. Devo confessar que, de modo nenhum, esperava este chamamento nem me sentia capacitado para esta missão. Aceitei dentro da lógica da ordenação sacerdotal em que prometemos servir a igreja onde e como a igreja precisa de nós. Dei este passo confiante que podia contar com a graça do Senhor e que havia de encontrar colaboradores empenhados na mesma missão que compensariam as minhas limitações. Depois de dez anos como Bispo Auxiliar do Porto, fui enviado para a diocese de Santarém.


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