SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 12:05

Biblioteca Municipal de Torres Novas quer dar resposta a quem a procura

“Criatividade” é uma palavra que está em voga, pois não havendo recursos como já os houve, é necessário aguçar o engenho e procurar soluções criativas, ou melhor dizendo, programar e fornecer serviços sem efetuar despesa. Esse é um desafio cada vez mais premente e a Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes não escapa ao rol. À semelhança das suas congéneres pretende continuar a oferecer a Torres Novas mais e melhores serviços, numa altura em que é a palavra de ordem é “contenção” económica.

Contenção nos custos e criatividade na oferta

Luís Dias, o diretor da Biblioteca Municipal, explicou a “O Almonda” que a biblioteca tem sentido essa necessidade, de programar iniciativas sem custos associados e para isso tem contado com o talento e vontade de quem ali trabalha. Diz que felizmente Torres Novas tem um concelho que preza a sua memória e que, só por isso, a biblioteca tem um grande manancial para trabalhar. As programações das atividades obedecem a uma estratégia, não se programa “avulso”, programa-se tendo em conta a aprendizagem ao longo da vida, recorrendo a métodos de aprendizagem não formais, onde o denominador comum passa por conhecer. Conhecer a história local, conhecer quem foi Carlos Reis, Maria Lamas ou outro vulto da história de Torres Novas, o que até será um exercício de cidadania, saber mais sobre o passado da terra onde se vive.

A biblioteca definiu um conjunto de projetos e parcerias que faz com que as suas práticas sejam facilmente disseminadas. Um exemplo disso observa-se com o Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares, por quem a biblioteca municipal é responsável, que em rede dinamiza um conjunto de atividades de promoção da leitura que abrangem toda a comunidade educativa. Assim surgiu o projeto “Casa com livros” – considerado um exemplo de boas práticas pela Rede de Bibliotecas Escolares e pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo – um projeto que se conseguiu implantar mesmo sem financiamento. O projeto mereceu também o reconhecimento institucional por parte do Programa Nacional de Leitura e pelo Ministério da Educação. Qualquer dinâmica “bibliotecária” passa por esse serviço, envolvendo milhares de alunos, do pré-escolar ao secundário. Daí resultam mais valias, pois nascem parcerias formais ou informais, fomentando a leitura, a cultura e o conhecimento. A maior preocupação, explicou Luís Dias, é que aconteçam «boas práticas de qualificação de leitura para todos os públicos». Carateriza esse projeto uma gestão partilhada da decisão, ao nível do planeamento, seja com as escolas ou com as instituições locais.

A casa dos livros que quer dar resposta

Uma biblioteca define-se pelos livros, por ser a “casa dos livros”. Como tem acontecido o seu enriquecimento. A sua coleção tem vindo a aumentar? – Nesse aspeto a biblioteca de Torres Novas está «mal», explicou Luís Dias. À semelhança das suas congéneres, por causa da crise e dos cortes financeiros, não se tem conseguido fazer a renovação do acervo como recomenda a Unesco (10% de novos livros por ano), isso, infelizmente não acontece e assim as necessidades de satisfação da informação acaba por ser condicionada.

LML

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