SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 16:44

Motoristas da Rodoviária Tejo em greve por melhores salários

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Terão sido cerca de 300 os motoristas da Rodoviária Tejo que realizaram na segunda-feira, dia 29 de outubro, em Torres Novas, um plenário que contou a presença do líder da CGTP, Arménio Carlos. O líder sindical veio dar o seu apoio à luta dos trabalhadores, que, entre outras reivindicações, reclamam melhores salários.

Esta greve dos motoristas da Rodoviária Tejo teve início na sexta-feira, dia 26, pelas 3h da manhã e prolongou-se até ao dia seguinte, à mesma hora. Já no dia 29, segunda-feira, o período de greve foi igual. Do dia 30 de outubro até ao dia 2 de novembro, sexta-feira, a paralisação decorre das 3h às 10h.

De acordo com Rui Aldeano, coordenador da União de Sindicatos de Santarém, esta paralisação terá sido das maiores dos últimos tempos, pois todas as dependências da Rodoviária Tejo foram afetadas. A decisão por se realizar o plenário em Torres Novas teve uma explicação simples, como é aqui que a administração mais vezes se encontra queriam ter a certeza de que se apercebiam da mobilização dos trabalhadores e ouvissem o plenário. Os dados dos sindicatos apontaram para uma adesão à greve na ordem dos 98%, acrescentando Rui Aldeano, «quem não aderiu foram os que estão com os contratos precários».

De acordo com os sindicalistas a empresa não tem cumprido com o “Acordo de Empresa”, nomeadamente no pagamento do trabalho suplementar e providenciando as horas de formação exigidas por lei. Depois há a questão do salário, pois um motorista, «com a responsabilidade que tem», ganha 576 euros base e apenas com muitas horas extraordinárias e trabalho suplementar é que conseguem “compor” o ordenado. Agora, com as alterações ao código de trabalho a proposta da empresa viria aumentar as dificuldades, pois se antes nas horas extraordinárias era dado 50% mais na primeira hora e 75% nas restantes, agora a proposta é de que se ganhe apenas 25% mais na primeira hora e 37,5% mais nas horas seguintes, o que é «muito pouco». Apesar de a empresa reclamar um aumento de 36% nos salários base, com a proposta a passar dos 576 euros base para 758 euros, na prática, explicaram os trabalhadores, há uma perca efetiva ao final do mês, ganhando-se menos e trabalhando mais, razão porque se avançou para a greve.

LML

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