SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 12:42

A memória de Carvalhal da Aroeira em Livro

Luís Sousa é um filho da terra, do Carvalhal da Aroeira. É professor e investigador da Universidade Nova de Lisboa em História de Arte e Musicologia. Do seu saber nasceu um livro “A memória de um povo” dedicado à terra que o viu nascer. Foi com muita emoção que fez a apresentação do seu trabalho na Capela de S. Silvestre, no domingo dia 8.

O livro, com perto de 500 páginas, faz a História do Carvalhal, abordando a vida rural da terra desde o ano 1500, passando pela sua gastronomia, expressões religiosas, cultura local, até ao vocabulário usado pelas suas gentes. É o resultado de um ano de trabalho de investigação que teve por fontes os arquivos do Patriarcado, arquivo Nacional da Torre do Tombo, arquivo da Capela de S. Silvestre do Carvalhal da Aroeira, artigos antigos da imprensa local entre outras. Esta obra é uma edição municipal, o que foi sublinhado pelo autor durante a sua apresentação.

A Capela de S. Silvestre estava completamente cheia. À porta ficou muita gente a espreitar a cerimónia que decorria no interior. Cá fora, os que já tinham na mão o livro, iam comentando o seu conteúdo, reconhecendo algumas pessoas das fotografias ou das técnicas antes usadas. Era um misto e saudade e de prazer nos olhos de quem folheava o livro, sinal de que a terra acolheu muito bem esta obra.

Luís Sousa, muito emocionado, para além do agradecimento à Câmara, agradeceu também a colaboração de João Carlos Lopes, bem como a revisão do trabalho pela professora Rosa Portugal. Não se esqueceu de agradecer o arranjo do espaço e passou depois a explicar um pouco a sua intenção ao fazer o livro. Não quis perder a oportunidade de «homenagear todos os nossos antepassados», explicou, evocando a memória de todos os que conferiram à terra a sua identidade. Muita coisa ficou ainda assim por registar, pese a extensão e profundidade do seu trabalho. Há um capítulo dedicado à gastronomia, porque a cultura de um povo também se prova. Também se conhece pelos seus hábitos alimentares. Sugeriu que no Carvalhal nascesse uma Confraria Gastronómica dedicada à “Couve com feijão” arrancando por essa ocasião sinais de boa disposição na assistência.

Luís Miguel Lopes

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados