SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 07:49

Habitantes do Paço insatisfeitos com acesso a cuidados de Saúde

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Na segunda-feira, dia 30 de Abril, realizou-se a reunião da Assembleia Municipal com o intuito de discutir um bom número de assuntos, entre os quais a dívida da Câmara aos bombeiros e para discutir o plano e orçamento para o ano. Só que a reunião prolongou-se tanto no tempo que já depois da meia-noite se decidiu continuar a reunião para a quarta-feira seguinte. Este prolongar da reunião até já aconteceu no passado, mas não há memória de acontecer sem que se tenha entrado na ordem de trabalhos. Todo o tempo foi gasto no chamado “período antes da ordem do dia” numa reunião onde o Presidente da Câmara não esteve presente, sendo substituído por Pedro Ferreira em representação do órgão gestor do município.

Paço com pior acesso aos cuidados de Saúde

Foi um grupo de cidadãos da freguesia do Paço que estreou a sessão, com os habitantes a marcarem presença para reclamar uma outra solução para a freguesia no acesso aos cuidados de saúde, pois os habitantes, na sua maioria idosos, têm agora de se deslocar à Lamarosa para ter consulta. Explicou Paula Martins que os habitantes do Paço não estão satisfeitos com a situação, até porque estão mal servidos de transportes públicos, e reclamam por outra solução, defendendo que será mais fácil ali deslocar um médico duas vezes por semana, do que deslocar 600 habitantes à Lamarosa. Criticou ainda quem tomou a decisão de centralizar todo o atendimento na Lamarosa declarando, «cinco dias por semana com atendimento na Lamarosa é viável no “gabinete”, porque quem está no terreno sabe que não o é. O táxi é caro, transportes não há, as pessoas que não tem carro vão como? A pé?».

Pedro Ferreira começou por explicar que a centralização do atendimento de saúde na Lamarosa não foi uma determinação camarária e que a responsabilidade cabe à Administração Regional de Saúde. Contou que a Câmara foi informada das mudanças que estão a ser efetuadas no terreno e que estava previsto um sistema de transportes para que as pessoas pudessem deslocar-se ao posto de saúde, mas como o país entrou em recessão esse dispositivo «será mais difícil de concretizar». Disse ainda que a Câmara vai «transmitir as preocupações da população a quem de direito», mas não que não lhe seria possível dizer «o que é que vai acontecer».

Em resposta Paula Martins até elogiou o aumento de número de dias, que passou de dois para cinco, em que podem ter acesso a médico, mas «falta encontrar uma forma de deslocar os doentes».

Luís Miguel Lopes

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