SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 22:03

Bombeiros em dificuldades financeiras

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Torres Novas realizou uma conferência de imprensa, na segunda-feira, dia 17, para alertar a comunidade para as dificuldades financeiras que a associação atravessa. A crise chegou aos bombeiros e há o sério risco de não poder responder a situações de socorro por falta de meios.

Arnaldo Santos, o Presidente dos Bombeiros, procurou contextualizar as dificuldades da associação, à semelhança de outras pelo resto do país, que atravessam «sérias dificuldades financeiras», informando que mais de 50% «estão com problemas complicados ao nível do financiamento» e houve até associações «que já fecharam portas» e outras «que tiveram de despedir bombeiros». Ora, explicou Arnaldo Santos, «Torres Novas não está imune a esta crise», alertando para a descida de receitas, nomeadamente a de transporte de doentes que «desceu drasticamente», tendo a receita caído nessa rubrica em 23% em 2011.

Acresce a essa diminuição de receita o «volume de dívidas à associação», e o destaque, sublinhou Arnaldo Santos, vai para a quebra de compromisso da Câmara para com a associação, pois essa «quebra de compromisso causa problemas», enfatizou.

Não obstante as dificuldades Arnaldo Santos procurou garantir que os bombeiros e a direção tudo farão «para manter o grau de operacionalidade que tivemos até hoje», mas enfatiza que os bombeiros precisam urgentemente de financiamento, pois a «insuficiência financeira põe em risco essa capacidade». Em suma declarou «está em risco a capacidade de resposta ao socorro. E se isso vier a acontecer a culpa não é dos bombeiros, é da associação que não tem capacidade financeira para garantir os meios adequados aos bombeiros». Depois esclareceu, «não é por falta de visão ou de planeamento que a situação acontece, mas sim pela quebra de compromissos assumidos pelo município de Torres Novas», acrescentando que não se estão a lamentar, mas sim «a colocar as questões com verdade». Em seguida disse ainda, «os critérios de apoio aos bombeiros da parte do município são os mesmos desde há 30 anos. E entre 2009 e 2011 há atrasos nesses compromissos».

Luís Miguel Lopes

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