SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 03:27

Feira de Março com saldo negativo

A Feira anual de São Gregório, habitualmente conhecida por Feira de março, que este ano esteve localizada nos terrenos anexos ao Almonda Parque, terminou com saldo negativo. Aos feirantes com quem O Almonda falou, na sua maioria, agradou a mudança para o centro da cidade, mas o dinheiro nos bolsos dos torrejanos não abunda, e o negócio esteve fraco.

A feira, promovida pela Câmara Municipal de Torres Novas, contava com três áreas distintas, dedicadas às diversões, aos bens alimentares (como farturas, pipocas e algodão doce) e ao artesanato.

A Feira de São Gregório realizou-se pela primeira vez em 1558 por ter sido fundado, nesse ano, o convento de S. Gregório (ou convento do Carmo). A feira franca realizava-se inicialmente a 12 de março, dia de São Gregório.

Até ao meio do século XX, a Feira de março realizou-se no largo do Carmo. Depois transferiu-se para o rossio de São Sebastião, onde permaneceu algumas décadas. Nos últimos anos tem sido implantada em variados locais da cidade.

Como refere Joaquim Rodrigues Bicho no livro Pinceladas Torrejanas, “A Feira de março era, na Vila, momento de encontro e de vida; e também motivo de alegria, tantas vezes a quebrar a austeridade duma Quaresma, ao tempo marcada por jejum penitencial e sobriedade de divertimentos”.

Antigamente era assim, no mês que passou o cenário foi bem diferente. Durante a semana sem movimento e aos fins-de-semana com mais pessoas mas sem dinheiro para gastar.

Assim se queixaram os feirantes.

Dina Correia está no negócio das farturas há anos. Quase tantos como os que participa nesta feira, que faz há 28 anos.

“O local é bom, a crise é que estraga. Faz-se qualquer coisa na hora do lanche e ao fim de semana. Quando chegamos às 9 horas da noite, já não se vê ninguém nas ruas”, desabafa a feirante.

“Na terça-feira, dia de mercado, vim para aqui cedo, só vendi a primeira fartura quando já passava das 4 horas. As pessoas não têm dinheiro”, afirmou Dina Correia.

Célia Ramos

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