SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 01:31

Saída da Golegã da Resitejo põe a nu dívidas dos municípios

Em reunião de câmara que decorreu na terça-feira, dia 27, a saída da Golegã da Resitejo, a empresa intermunicipal de recolha de resíduos urbanos, veio pôr a nu as dificuldades que a empresa atravessa por falta de pagamento de alguns municípios. Entre os faltosos estarão os municípios de Torres Novas, Chamusca e Santarém. No entanto Pedro Ferreira garante que a dívida de Torres Novas «está controlada».

Ana Filipa Rodrigues, a vereadora da CDU que se encontra a substituir Carlos Tomé deu continuidade à tradição daquela força política em aproveitar o período antes da ordem do dia para pedir alguns esclarecimentos ao executivo municipal. Desta feita a “Resitejo” esteve na “berlinda”, pois recentemente o município da Golegã saiu daquele organização intermunicipal queixando-se da quebra de compromisso de outros municípios, indicando-se o nome de Santarém e de Torres Novas como os principais devedores.

Pedro Ferreira, que conduziu os trabalhos porque o Presidente estava na reunião da Associação Nacional de Municípios, começou por ligar a questão à gestão do Canil intermunicipal, dizendo que por vezes há municípios que se atrasam nos seus compromissos, mas que, ao contrário do que fazem outros autarcas «não vamos aqui indicar o nome de outras câmaras» [que estejam em incumprimento].

Quanto à Resitejo «a situação está controlada», garantiu o vice-presidente, que tem também o pelouro financeiro do município. Mário Mota, do PS, ajudou o seu “vice” e acrescentou «não foi por causa de Torres Novas que a Golegã saiu», dando a entender que terá sido por causa de Santarém, pois o município scalabitano tem uma dívida para com a Resitejo na ordem dos dois milhões de euros. Contou ainda que em reunião da Resitejo o município de Santarém se propôs regularizar a dívida em 120 prestações, o que foi considerado um exagero. Estabeleceu-se um teto de 80 prestações e agora há que esperar que aquele município regularize a sua situação, pois «mais uma vez Santarém não cumpriu», denunciou Mário Mota.

Pedro Ferreira rematou o assunto dizendo que a Câmara de Torres Novas «sempre se disponibilizou para resolver situações de maior aperto».

LML

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