SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 09:58

Projecto das Cantinas Sociais

Depois da reunião do dia 6, que decorreu à porta fechada na Câmara Municipal, entre o diretor da Segurança Social de Santarém, Tiago Leite e os parceiros sociais de Torres Novas, O Almonda falou com Pedro Ferreira, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Novas que deu a conhecer as conclusões desta reunião de trabalho.

“Em primeiro lugar foi muito importante que se tivesse aproveitado esta reunião para apresentar o novo Diretor Distrital da Segurança Social, Dr. Tiago Leite, afinal o principal interlocutor com o governo ao nível da ação social no distrito. A ação social numa estratégia que se pretende mista (entidades oficiais e privadas), obriga a parcerias fortes e a um bom entendimento entre as partes envolvidas, o que tem vindo e certamente continuará a acontecer”, disse Pedro Ferreira que acrescentou ainda, “quanto a conclusões, para lá dum esclarecimento profundo no tocante às medidas mais recentes governamentais na área da ação social, como o reforço das respostas sociais

destinadas à Terceira Idade, traduzidas no alargamento de respostas do Apoio Domiciliário, Lares e Centros de Dia, direi que a principal conclusão foi o nosso Conselho Local da Ação Social mostrar-se disponível para dinamizar solidariamente e em parceria a nova medida das Cantinas Sociais, que no nosso concelho serão quatro a gerir o sistema”.

Em relação aos critérios a serem utilizados para realizar a sinalização das famílias, o vice-presidente da Câmara Municipal explicou que,  “mesmo antes desta medida de apoio social, já a maioria das IPSS têm vindo a fornecer ao longo dos anos refeições gratuitas a famílias carenciadas. De uma forma discreta e quase despercebida pela população concelhia. E o número de refeições anuais correspondem a alguns milhares de refeições, garanto. Esta nova medida, denominada Cantinas Sociais, veio ajudar financeiramente o que já vinha acontecendo, podendo reforçar-se o apoio e chegar a mais famílias carenciadas. Os critérios a utilizar para selecionar as famílias serão indicados pela Segurança Social, embora saibamos que não irão divergir muito do que na prática cada instituição já vinha utilizando. Em suma, situações graves de desemprego, famílias numerosas com crianças a passar fome, situações de debilidade física e ou mental sem suporte económico e tantos outros motivos, facilitarão a seleção Como foi referenciado pelo Diretor Distrital, seria bom conseguirmos chegar a casos da chamada “pobreza envergonhada”, uma nova figura oriunda sobretudo da classe média portuguesa e que não “têm coragem” para falar da sua situação económica fragilizada, nem que temporariamente e que estarão já nesta altura a passar mal e a passar fome”.

Célia Ramos

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