SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 21:15

Transferências de doentes concluídas

p1_ambulancia_grd

“O Almonda” falou com o Diretor Clínico do Centro Hospitalar do Médio Tejo, Dr. Paulo Vasco, que fez um balanço do processo de transferências, classificando a ação como «tranquila» apesar de «alguma incompreensão».

A mudança que se está a operar no Centro Hospitalar era «vivamente recomendada» recordou o Dr. Paulo Vasco. Essas recomendações tinha origem no Tribunal de Contas, Finanças e outras instituições e «alguma coisa tinha de se fazer», sintetizou.

Os critérios que presidiram à mudança de serviços entre as unidades foram «de ordem clínica e económica», pois havia «serviços a triplicar e departamentos com vários pequenos serviços e pouco eficazes». As alterações produzidas visam «uma maior eficiência», garantiu o clínico. Para referir um exemplo de como havia recursos mal utilizados citou o número de blocos operatórios do CHMT, «eram 11, o que é um número excessivo para as necessidades».

Duas ambulâncias SIV dão resposta urgente

A reclassificação das urgências de Torres Novas e de Tomar como de “básica”, mantendo-se a urgência de Abrantes como “médico-cirúrgica” permitiu a que se passasse a «responder melhor» e a dar «melhor atenção aos doentes graves». Para isso também contribuiu a chegada de duas ambulâncias SIV – Suporte Imediato de Vida – estacionadas em Torres Novas e Tomar, que permitem uma resposta ao doente grave logo no local.

Sempre a defender as mudanças operadas o Diretor Clínico lembra ainda que grande parte dos casos que são atendidos nas urgências, na ordem dos 50 a 60% dos casos, são falsas urgências, que poderiam ter resposta na consulta de atendimento permanente. Por isso, quem até aqui tem recorrido às urgências não vai notar grande diferença. O que efetivamente mudou foi a rapidez e a qualidade de serviço que é prestado ao doente grave que recorre à urgência. Exemplificando com o percurso de uma admissão na urgência em Tomar com um ataque de coração no sistema antigo esse teria de fazer o seguinte percurso: Urgência de Tomar, fazia análises, concluía-se que se tratava de um enfarte, era encaminhado para Torres Novas para ser admitido em Cardiologia. Agora com a viatura SIV «é atendido no local onde se encontra, pois a viatura está equipada com moderna tecnologia». Permite, por exemplo, fazer um eletrocardiograma e enviar os dados por GPRS. Quando a ambulância chega à unidade de destino já terá uma equipe à espera com todos os dados sobre o doente. Em suma, faz tudo o que uma unidade de cuidados intensivos faz.

LML

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados