SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 00:54

TorreShopping a perder fulgor?

Longe estão os dias da inauguração, em que filas de carros se acumulavam nos acessos ao TorreShopping de Torres Novas. Hoje o cenário é outro e já há sinais preocupantes para a vida do centro comercial. “O Almonda” falou com alguns comerciantes, procurando entender o porquê da baixa de afluência que todos sentem.

A maioria dos comerciantes do TorreShopping falou a “O Almonda” desde que lhe fossa garantida a confidencialidade, para “evitar chatices”, como sintetizou um dos entrevistados e explicando que a administração do espaço comercial “não gosta” de que se fale sobre o assunto. É notório que o espaço comercial baixou muito na sua afluência. Para isso contribuiu não só a crise, como a saída de marcas importantes que atraíam mais público ao local, indicaram a maioria dos comerciantes entrevistados. Culpam as sucessivas administrações do shopping de, ao longo dos tempos, deixarem «fechar as lojas», fruto da política de arrendamentos a preços «muito caros». As grandes marcas acabam por se deslocalizar, seja para outro espaço comercial ao lado, seja para outras terras e, com isso, «quem perde é Torres Novas», queixam-se os comerciantes.

Os contratos de arrendamento das lojas são classificados como “duros”, pois são de seis anos e se os comerciantes forem forçados a desistir têm de reembolsar o shopping. «Nem aos fins-de-semana as coisas são como antigamente» e «o mês de Natal foi mais fraco que o mês mais fraco dos outros anos» são duas frases que ilustram o reparo dos comerciantes. «Antes viam-se as famílias a passear», mas agora «vão para outros lados, vão para o shopping de Leiria que tem mais coisas para ver», concluiu um dos entrevistados.

De momento estão treze lojas fechadas, o que ajuda a criar o sentimento de esvaziamento ao nível da oferta e contribui para que o visitante pense que no shopping de Torres Novas há menos coisas para ver. Contaram alguns comerciantes que noutros tempos tinham trabalho desde a hora de abertura até ao fecho e que agora «está-se à espera de trabalho».

Luís Miguel Lopes

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