SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 01:34

Assinado protocolo entre o Município de Torres Novas e a Cooperativa Agrícola de Árgea

 

No dia 16 de Abril procedeu-se à assinatura do protocolo entre o Município de Torres Novas e a Cooperativa Agrícola de Árgea, que estabelece a passagem do imóvel e do seu espólio, pertencente à Cooperativa, para a Câmara Municipal de Torres Novas.

 

A Cooperativa Agrícola de Árgea é a mais antiga de Torres Novas e encontrando-se neste momento em fase voluntária de dissolução, resolveu doar o edifício e o seu equipamento ao município. Com este protocolo o município assume “a garantia de uma boa manutenção do imóvel doado e do seu recheio”, “a definição do imóvel como núcleo museológico ligado ao azeite” e “aproveitar uma das salas do imóvel para nele adaptar um pequeno núcleo dedicado à olaria de Árgea”, entre outros compromissos.

 

O presidente da assembleia geral da Cooperativa, Vitor Martinho, afirmou ser com “regozijo” que recebeu os representantes do município, mas também com “expectativa”, esperando que este protocolo resolva “com alguma dignidade o destino a dar ao edifício e equipamento”. “Durante décadas com mais ou menos dificuldades, outra geração conseguiu manter e de alguma forma melhorar o funcionamento do lagar. Houve uma altura em que as pessoas disseram basta.” Vitor Martinho explica também que depois da direcção acabar o mandato e depois de quatro assembleias para eleger novos órgãos sociais, que se revelaram um insucesso, chegou-se ao ponto “da Cooperativa estar parada por falta de dirigentes”. Assume ainda que “não é fácil competir com outras formas de laboração. O olival da nossa zona está cada vez mais abandonado e os proprietários estão com idade avançada, o que dificulta a apanha. Mesmo assim conheço pessoas que têm azeite há mais de dois anos e que não o conseguem vender. Chega-se à conclusão que a Cooperativa dificilmente sobreviveria”. Evitando dissolver a Cooperativa, a opção foi a doação do edifício e do espólio à Câmara Municipal com o sentido de fazer um museu do azeite e da olaria.

 

João Rodrigues

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados