SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 12:30

Ronda Social no Centro Social de Santa Eufémia

 

“A população reconhece o nosso trabalho”

 

Quase no sopé da Serra de Aire, no lugar e freguesia da Chancelaria fica situado o Centro Social de Santa Eufémia, uma Instituição Particular de Solidariedade Social fundada no ano de 1998 para dar resposta às necessidades da população sénior da freguesia.

 

O Centro de Dia nasceu em 1994 e assegura desde a primeira hora os serviços de alimentação, cuidados de higiene e conforto, tratamento de roupas, acompanhamento na saúde e ocupação e actividades de animação.

 

Um ano mais tarde inicia-se o Serviço de Apoio Domiciliário destinado a pessoas com algumas dificuldades em assegurar temporária ou permanentemente a satisfação das suas necessidades básicas, mas possibilitando a sua permanência nas suas habitações. Este serviço presta o fornecimento de refeições, a higiene pessoal dos utentes, tratamento de roupas.

 

A valência de Lar foi inaugurada em 1998 com sete quartos e sofreu obras de ampliação no ano de 2000 com a criação de mais três quartos. Em 2005, viriam a acrescentar-se ainda mais três quartos e uma enfermaria.

 

Em Outubro de 2005 o Centro Social de Santa Eufémia abriu com o apoio da Junta de Freguesia um novo espaço, o Centro de Convívio na localidade de Rexaldia.

 

A Instituição serve perto de 300 refeições diárias, tendo 21 utentes em Centro de Dia, 20 utentes usufruem do Serviço de Apoio Domiciliário, na valência de Lar encontram-se 30 idosos e em Centro de Convívio, 9.

 

Segundo nos disse o presidente da direcção do Centro e presidente da Junta de Freguesia de Chancelaria, Henrique Reis, esta é uma freguesia com uma população muito idosa e a comprová-lo estão os utentes na valência de Lar com uma média etária muito elevada e com elevado grau de dependência.

 

“Quinze a vinte por cento desta freguesia é composta por emigrantes que deixaram a terra e os pais ficaram entregues a si mesmos”, salienta Henrique Reis, de forma a justificar a longa lista de espera que o Centro tem de utentes a necessitar de entrar para a valência Lar. “Temos também muitos casais de idosos sem filhos e muitos irmãos solteiros”, acrescenta.

 

Uma vez por semana a instituição é visitada por uma médica, tendo ainda apoio de enfermagem.

A criação de um espaço onde funciona o ginásio “obriga os utentes” a mexerem-se e manterem alguma actividade, afinal, lá diz o provérbio, parar é morrer.

 

Célia Ramos

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