SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 12:13

Olimpíadas da oratória foram um êxito

 

A primeira iniciativa das “Olimpíadas da oratória”, que se realizou no auditório da Biblioteca Municipal, na quinta-feira, dia 7, foi um êxito, tanto pela grande adesão dos alunos como pela atenção e o interesse que despertou.

 

As “Olimpíadas da oratória” nasceram para «colmatar uma brecha no ensino», começou por explicar a “O Almonda” o professor e coordenador José Carlos Reis e Silva. Com este desafio que é proposto aos estudantes é que tenham uma oportunidade de testar o quanto bem ouvem e falam, pois, como indicou o professor Reis e Silva, «geralmente ouve-se e fala-se mal», o que depois tem influência na forma como se processa o comércio, se fazem negócios e se gerem empresas. Disse ainda o professor que ao falar, regra geral, não se usam as normas correctamente e a sociedade portuguesa «tem diferenças abissais com outras sociedades», pois nos países anglo-saxónicos estes concursos «são comuns» enquanto que nos países latinos não existe a tradição.

 

O concurso

 

Os alunos, representantes de todos os anos escolares, das escolas Maria Lamas, Artur Gonçalves e Manuel Figueiredo foram avaliados pelo que diziam, pela forma como o disseram e pela postura corporal.

 

Os alunos falaram sobre diversos temas, a escolha era livre, tinham de apresentar e argumentar um qualquer assunto. Falou-se de economia, sociedade, educação, cultura e até de chocolate.

 

Instituto Português de Camões e UNESCO entre os convidados

 

O Vice-presidente do Instituto de Camões (IPC), Manuel Filipe, em declarações a “O Almonda” deu conta de haver um concurso do mesmo género no Japão, destinado aos alunos de português. A prestação nesse concurso pode significar uma bolsa de estudo em Portugal ou no Brasil.

 

Sobre as “Olimpíadas da oratória” o representante do IPC mostrou satisfação pela iniciativa e acrescentou, «é importante porque proporciona aos alunos um concurso de eloquência, fazendo uso do português e da capacidade de exposição». Um eventual apoio no futuro desta instituição depende da proposta que seja apresentada, explicou ainda Manuel Filipe, formulando o desejo de que o concurso «ganhe outra dimensão». No entanto fez questão de sublinhar a «excelente iniciativa» e espera que esta primeira experiência se torne numa tradição.

 

Manuela Galharda, a Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO, alinhou pelo mesmo diapasão, dizendo que o que se assistiu naquele dia pode ter sido um «balão de ensaio» para algo maior e que se estenda não só às escolas associadas da Unesco, mas também a todas as outras.

 

Luís Miguel Lopes

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