SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 00:04

O Boccia no CRIT – “Queremos ir mais longe”

 

 

O Boccia é uma modalidade paralímpica que descende de um jogo da Antiga Grécia, em que se jogava com bolas em pele. O Boccia chegou mesmo a fazer parte dos jogos olímpicos dos gregos, como forma de divertimento, identificando-se como um jogo de “atirar bola ao ar”. Progredindo através do Império Romano, veio dar origem a uma vasta gama de jogos que lembram os jogos tradicionais como a malha (portuguesa) ou a pétanque (francesa). O Boccia foi introduzido em Portugal em 1983 aquando da realização do 1º curso de Desporto para Deficientes com Paralisia Cerebral. No ano seguinte integrou o calendário competitivo do Campeonato Nacional para a paralisia Cerebral como modalidade de demonstração. As vertentes deste jogo vão do lazer e recreação até ao mais alto nível de competição e está, neste âmbito, reconhecido pelas entidades oficiais a nível mundial, elegendo-a como Desporto Paralímpico.

 

No Boccia o gesto técnico pode ser efectuado com os pés, mãos ou recorrendo a um dispositivo auxiliar (calha por exemplo), e pode ser praticado a nível individual, em pares ou por equipas de três jogadores.

 

De acordo com as limitações motoras que possui, o jogador pode ser classificado em BC1 (portadores de Paralisia Cerebral com capacidade para agarrar a bola, mas não com muita consistência), BC2 (portadores de Paralisia Cerebral apenas com ligeiras com dificuldades em agarrar a bola), BC3 (portadores de Paralisia Cerebral ou não, que não conseguem agarrar a bola, jogando com um dispositivo auxiliar) e BC4 (não portadores de Paralisia Cerebral que tenham alguma capacidade para agarrar a bola).

 

Célia Ramos

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