SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 17:11

“Saber olhar para saber interagir”

 

Promovida por Humanidade Nova – Movimento dos Focolares, teve lugar na tarde de sábado, dia 26, uma conferência onde se debate o tema Família – Escola – Educação à Sexualidade.

Uma conferência necessária quando nas palavras de Paulo Santos, da Comunidade Local de Torres Novas do Movimento dos Focolares, “as nossas cidades precisam de sinais fortes de uma cultura alternativa à que hoje domina, cheia de materialismos que confundem os afectos e os relacionamentos. Eventos como este, podem ser para muitos uma luz que se acende sobre o monte, com conteúdos que são referência a projectos de vida saudáveis para todos.

Para nós valeu a pena! E parece-me que este modelo se poderia repetir em outras cidades…”

Um casal pertencente a este Movimento, o Paulo e a Anabela deram as boas vindas aos presentes, introduziram o tema e apresentaram o painel de oradores: Miguel Panão, Ana Maria Raposo e Elsa Rosa. O auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, esteve composto, pois apesar da chuva, estiveram presentes cerca de 80 pessoas, além das crianças e dos organizadores da conferência.

 

Miguel Panão abriu o ciclo de intervenções colocando a questão: “A pergunta em torno da qual se desenvolve esta reflexão é: quem é a pessoa humana que desejamos educar à sexualidade?”

Comecemos por notar que educação sexual não é instrução sexual, ou informação sexual. Enquanto que educar é formar a pessoa como um todo, onde o educador percorre um itinerário com o educando até atingir uma meta ou objectivo, instruir é apenas uma parte da educação, onde se ensina uma técnica, ou se intelectualiza algo. Assim, se é a pessoa que se forma quando se educa, importa ter presente que visão se tem de pessoa, bem como do desenvolvimento da sua sexualidade.” Acrescentou.

 

“Diante da situação complexa e difícil em que está hoje, a educação, precisamos de pensar juntos … O tema educação – sempre, mas hoje com mais razão – exige o esforço que é olhar a complexidade sem a reduzir a esquemas simplistas”, disse Elsa Cunha Rosa.

“Saber ver, saber olhar para saber interagir, será pois uma das aprendizagens fulcrais da vida de qualquer criança, de qualquer jovem, de qualquer adulto!

 

Se, como diz De Havre, a família é a célula de todo o organismo social bem como do organismo educativo, então é, a esta, que cabe a primeira tarefa de promotora e facilitadora do relacionamento da criança com tudo o que a rodeia e consequentemente, do gradual conhecimento que vai tendo do mundo.

 

Célia Ramos

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