SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 00:19

No ano de 2010 foram assassinadas 43 mulheres

 

A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima todos os anos dá a conhecer os números da população atendida e apoiada na sua rede nacional de 15 Gabinetes de Apoio à Vítima; das 2 Casas de Abrigo para Mulheres e Crianças Vítimas de Violência; da Unidade de Apoio à Vítima Imigrante e de Discriminação Racial ou Étnica e do 707 2000 77 – Linha de Apoio à Vítima.

 

Na proximidade do Dia da Mulher (8 de Março) vale a pena reflectir nestas estatísticas quando, as vítimas continuam a ser na grande maioria mulheres (87%), mais de um quarto das quais na faixa etária dos 26 aos 45.

 

Segundo os dados avançados pela APAV, no ano passado, os serviços da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima foram procurados. Ao todo, reportaram-se mais de 19 mil factos criminosos, e a maior parte destes (80 por cento) tiveram a ver com delitos de violência doméstica.

 

Os dados estatísticos acusam 15.236 ocorrências classificadas, havendo em relação a 2009, um acréscimo, de 194 por cento relativamente a delitos de natureza sexual e um aumento de 23 por cento relativamente aos homicídios. De destacar que foram assassinadas 43 mulheres.

 

Em segundo lugar na súmula agora divulgada pela APAV aparecem os crimes que foram praticados contra as pessoas e contra a humanidade. Este tipo de criminalidade fez 3217 vítimas, 17 por cento.

 

A terceira área de intervenção da APAV foi a dos crimes contra o património, onde se totalizaram 409 casos, correspondentes a 2,1 por cento do total.

 

Seguem-se os crimes contra a vida em sociedade e o Estado, que registaram 49 ocorrências, e 20 crimes rodoviários.

 

Célia Ramos

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