SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 18:36

Bombeiros em braço de ferro com o Governo

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A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) reuniu com os seus associados na Figueira da Foz, no Sábado, dia 26 de Fevereiro, onde decidiu avançar com protestos se não chegarem a acordo com o Governo. Em causa está o transporte de doentes não urgentes para os Hospitais. Em Torres Novas, pelo menos para já, diz o Comandante dos Bombeiros, Manuel Leitão, a situação ainda não é preocupante. Mas desde que o Governo decidiu restringir os apoios na área do transporte houve associações que já começaram a reduzir pessoal ou estão em vias disso.

 

O presidente da LBP, Duarte Caldeira, foi avisando que, caso a instituição avalie as negociações de forma negativa, vão avançar medidas mais fortes de contestação, para dar vazão, «à indignação que já está instalada e ao mal-estar já instalado» nos responsáveis dos bombeiros.

 

«A direcção da liga foi mandatada por unanimidade, pelo congresso, para gerir este processo. No caso de não se verificarem resultados, fomos mandatados para pôr em prática os protestos públicos, assim como avaliar a acção judicial, eventualmente sob a forma de previdência cautelar, para suspender ou anular os efeitos do despacho» que altera as regras de transporte de doentes, acrescentou Duarte Caldeira.

 

O congresso da Figueira da Foz mandatou por isso a direcção da LPB para, caso considere que as negociações com o ministério não dão resultados, organizar protestos públicos, ainda sem data, ou em Lisboa com a representação de todas as federações de bombeiros de Portugal continental, ou o mesmo dia, à mesma hora, em todas as capitais de distrito.

 

Duarte Caldeira prometeu toda a disponibilidade para encontrar uma solução, e disse ainda acreditar que o ministério da Saúde parte para as negociações com a mesma atitude, mas frisou que «quando falamos nos protestos estamos a falar em desfiles, concentrações, manifestações».

 

No congresso participaram cerca de 750 bombeiros de todo o país, que Duarte Caldeira considerou um “número recorde” que demonstra a “preocupação que está instalada”.

 

Luís Miguel Lopes

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