SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 16:31

Dançar contra a indiferença

 

A artista entra em palco numa cadeira de rodas. Dirige-se até ao centro do palco e afirma: “Quero ser uma bailarina reconhecida internacionalmente”. Duas pessoas tentam correr, mas não conseguem, e são outras pessoas que as seguram. O grupo “Dançando com a Diferença” actuou em Torres Novas, no Teatro Virgínia, presenteando o público com um espectáculo de emoções fortes, expondo as dificuldades de pessoas com deficiência e explorando os preconceitos que existem na sociedade.

 

“Levanta os braços como antenas para o céu”, de Clara Andermatt, e “Beautiful People”, de Rui Horta, foram os espectáculos que fizeram o Teatro Virgínia quase encher no Sábado passado, dia 22. Uma grande parte do público foi mesmo constituída por instituições sociais que lidam diariamente com pessoas com deficiência. O espectáculo é considerado como “dança inclusiva”, termo usado para espectáculos em que pessoas com deficiência actuam em conjunto com pessoas sem deficiência. No futuro, a esperança do grupo é mesmo que não exista um termo para designar este tipo de arte que, embora necessário, acaba por revelar que o preconceito existe.

 

Clara Andermatt e Rui Horta já são conhecidos do público torrejano, tendo apresentado também no Teatro Virgínia os espectáculos “Void Eléctrico” e “As Lágrimas de Saladino”, respectivamente. Embora cada um possua o seu próprio estilo, ambos os espectáculos foram bem recebidos pelo público presente.

 

João Rodrigues

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