SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 23:55

Em Torres Novas Cavaco Silva também obteve maioria

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Ao contrário de há cinco anos atrás o segundo mais votado, Manuel Alegre, não teria em Torres Novas votação para obrigar Cavaco Silva a uma segunda volta nas eleições que tiveram lugar no Domingo, dia 23. O reeleito Presidente da República só não obteve a maioria dos votos na freguesia da Ribeira, ganhando em todas as restantes, obtendo no concelho uma votação de 45,25%.

 

Manuel Alegre, o segundo candidato mais votado, desceu de 28,41% obtidos em 2006 para 23,7%, no concelho de Torres Novas, obtendo no entanto um valor percentual um pouco maior que os 19,75% da votação nacional.

 

Destaque ainda para a votação obtida por Fernando Nobre no concelho, que foi um pouco maior do que a votação a nível nacional, obtendo 17,07% em Torres Novas quando obteve apenas 14,1% na média nacional.

 

O candidato apoiado pela CDU, Francisco Lopes, apenas na freguesia da Ribeira Branca, tradicionalmente um bastião daquela coligação, obteve um segundo lugar na votação. À sua frente ficou Manuel Alegre e atrás o candidato Cavaco Silva. A expressão do resultado não foi de grande vantagem, com Alegre a obter 28,28%, Francisco Lopes 25,17% e Cavaco 24,83%. Sem surpresa foi na Chancelaria, desta feita um bastião do PSD, que Cavaco Silva obteve o resultado mais expressivo, com uma votação de 63,22%. Por fim uma palavra para os que se absteram de votar, pois em Torres Novas, como no resto do país, metade da população optou por não ir à urna exercer o seu direito de voto.

 

No discurso de vitória Cavaco Silva disse ir exercer uma «magistratura actuante», deixando antever que irá manifestar-se sobre propostas do Governo e, também, foi notado que o seu discurso não foi conciliador com os demais candidatos, com diversos comentadores a apontarem para algum “azedume” do presidente agora reconduzido.

 

Dificuldades em votar

 

Também em Torres Novas houve problemas com o “Cartão do Cidadão”, havendo cidadãos que viram dificultado o seu direito de votar. Na abordagem das mesas de votos foi possível ouvir relatos de famílias que residem na mesma residência registadas em freguesias diferentes, o que também dificultou o processo de votação. Fora esses episódios o processo eleitoral decorreu de forma ordeira, o que é sempre de salutar.

 

Luís Miguel Lopes

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