SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 10:00

Saldos – Centros Comerciais derrotam Centro Histórico

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A época oficial de saldos teve início no dia 28 de Dezembro e irá prolongar-se até dia 28 de Fevereiro. Em Torres Novas regista-se uma afluência significativa na procura de promoções, embora tenha ficado claro que a quantidade de afluência depende do local da cidade. Nem o aumento do IVA parece ter assustado alguns comerciantes que chegaram a iniciar a época de saldos com descontos de 70% sobre o valor inicial de venda. Se há alguns anos estes valores eram observados apenas perto do fim da época de saldos, este pode ser um indicador do aumento da concorrência.

 

A época de saldos surge assim como uma importante forma de garantir aos comerciantes o escoamento de stock. Em Portugal ainda não surgiu o hábito comum a outros países de correr aos saldos logo no primeiro dia da época. Em Inglaterra, apesar do início da época ser a uma segunda-feira, os consumidores fizeram do dia 27 de Dezembro o dia com maior registo de compras. Uma possível justificação para este comportamento encontra-se na procura de promoções em artigos de luxo, hábito que também ainda não foi adquirido pelos portugueses.

 

A afluência às lojas não foi muito elevada até ao início do fim-de-semana, dias 1 e 2 de Janeiro, altura em que se pôde observar um significativo aumento da procura de promoções. Porém, este movimento foi registado maioritariamente nos centros comerciais da cidade, visto que se o movimento registado no Sábado no centro histórico era pouco, no Domingo grande parte das lojas encontravam-se mesmo fechadas

 

Afluência varia conforme o local

 

Os comerciantes desta zona que foram contactados pelo jornal “O Almonda” ofereceram várias explicações para as lojas se encontrarem fechadas no primeiro fim-de-semana de saldos. Enquanto algumas lojas não têm o hábito de abrir ao Domingo, outras optaram por dar o dia aos empregados, como forma de compensar os dias de véspera de Natal e de véspera de Ano Novo. No entanto, o desânimo pela falta de movimento é geral, tendo os comerciantes assumido ser esta a principal razão para não abrir as portas, pois “não compensa”. Ainda assim, se nalguns locais não compensa abrir as portas num dos mais importantes fins de semana do ano para o comércio, estes dois dias revelaram-se bem movimentados nos centros comerciais, provando que o comércio na cidade está longe de ter morrido.

 

João Rodrigues

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