SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:37

Projectos de turismo em Torres Novas aquém do desejado

 

Com todas as ofertas turísticas que o concelho contém, patrimoniais e culturais, rodeado também por uma região com muita oferta turística, de momento não existe nenhum projecto que traga com eficácia turismo para o seio do concelho. A competição e falta de organização entre agências de viagem, hotéis e empresas, assim como a falta de cooperação por parte das regiões de turismo, foram algumas das causas apontadas.

 

Se existe tanto valor turístico no concelho, reconhecido tanto pelo município como pelos munícipes, como se pode justificar que não exista nenhum plano que esteja a trazer com eficácia turistas para o concelho? Das agências de viagem contactadas, apenas uma (Noventur) tem um “pacote” de turismo para a região, sendo que, apesar dos turistas visitarem cidades fora do concelho, a dormida realiza-se em Torres Novas. O empresário explica que “nenhum estrangeiro vem a Portugal para ficar apenas pela cidade de Torres Novas”, justificando assim a opção da visita a cidades vizinhas. Do pacote criado, afirma não ter recebido qualquer tipo de retorno.

 

Se esta se assume como uma tarefa difícil para uma “simples” agência de viagens, parece uma tarefa simplificada para aquelas que possuem representação a nível nacional ou regional. Porém, ou existe uma maior procura de água por parte dos turistas, preferindo-se o Rio Tejo para o efeito, ou o interesse revelado em visitar particularmente o concelho acontece apenas em situações pontuais, não parecendo justificada uma grande aposta nesta área. Este factor leva a crer que as potencialidades turísticas do concelho deveriam estar mais divulgadas, como sugere João da Guia, titular do programa “Falar de Nós e da Nossa Gente” da Torres Novas FM.

 

A Reserva Natural do Paúl do Boquilobo ou a Quinta do Marquês, que pouca gente conhece e admite ser de uma beleza extraordinária, são elementos que João da Guia gostaria de ver mais exploradas. Para além das potencialidades gastronómicas da região, como o azeite de Pedrógão, ou o figo preto da região, João da Guia aborda também a possibilidade da criação de percursos para percorrer a cavalo ou de jipe, que poderiam ir do Paúl às pegadas de dinossauros, entre outras possibilidades. “Podem parecer coisas simples e que muitas pessoas podem até conhecer, ou não, mas a verdade é que muitas destas coisas estão totalmente por explorar”.

 

João Rodrigues

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