SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 15:33

“Nunca vi tantos pombos como actualmente”

 

O problema já se arrasta há vários anos e, para a maioria, tem-se vindo a agravar. A quantidade de pombos existentes no centro histórico da cidade leva a que a maioria dos torrejanos já os considerem como sendo uma praga a ser combatida. A Câmara Municipal de Torres Novas pode vir a atacar este problema brevemente.

 

“As pessoas não têm capacidades para enfrentar este problema sozinhas”, afirma Helena Cardoso. A comerciante afirma que compreende a protecção que alguns animais devem usufruir, mas que população de pombos é de tal forma grande que se tornou uma praga. A sua queixa de ter de usar uma espátula para conseguir eliminar com eficácia os dejectos de pombo do anúncio da loja, ou o seu relato de uma senhora ficar tão suja que julgou tratar-se de alguém a vomitar da janela, são descrições que se podem ouvir por todos os comerciantes da zona histórica. Em relação a este tema, os comerciantes do centro da cidade têm mais que uma palavra a dizer, tendo vários episódios desagradáveis prontos a contar.

 

Porém, piores que estes episódios, são os prejuízos que o entupimento dos escoamentos de águas têm provocado. Devido à intensa presença dos pombos, os sistemas de escoamento entopem, sendo que por vezes são os próprios pombos a causar o entupimento, devido a serem arrastados pelas águas para o sistema de escoamento, depois de mortos. Com as fortes chuvas que se fizeram sentir no mês passado e também na última semana, voltam as reclamações devido aos entupimentos que os pombos provocam. O administrador do Edifício Parque, José Lopes, assegura mesmo que “todos os anos são gastos vários milhares de euros na limpeza e manutenção dos telhados”. Para além dos problemas que os pombos originam no escoamento de águas, José Lopes afirma que este piorou com as obras de requalificação da zona. Neste edifício as infiltrações já criaram prejuízo aos moradores, à semelhança do edifício onde se localiza a loja Calmonda, em que se chegou a estragar equipamento electrónico. Na loja ao lado (Casa Espanhol), o seu proprietário, João Lopes, também teve grandes problemas e afirma que retirou da montra “baldes e baldes de água”. A opinião dos comerciantes contactados é comum à de João Lopes, quando afirma que “nunca vi tantos pombos como actualmente”.

 

João Rodrigues

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