SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 07:54

Biblioteca encheu-se para a apresentação do livro de Jorge Pinheiro

  

“Crónicas Torrejanas I” foi o primeiro livro a ser apresentado de uma série que o Gabinete Editorial da Câmara de Torres Novas pretende editar. O gabinete escolheu para a sua primeira edição o cronista Jorge Pinheiro, que contou com um auditório quase repleto para a apresentação do seu livro, na Biblioteca Municipal, no Sábado, dia 27. Esta primeira edição reúne textos de Jorge Pinheiro, publicados ao longo dos últimos três anos no jornal “O Almonda”.

 

Ana Marques, a técnica da Biblioteca destacada para fazer a apresentação do autor, procurou retratar o autor, classificando-o como um escritor que «não se inibe de apresentar emoções». Logo depois explicou que o livro pertence a um conjunto de obras que irão ser editadas «de forma sistematizada» e que tenham sido «produzidos por torrejanos sobre a cidade». Estes livros poderão contribuir para a investigação científica, pois como reforçou Ana Marques, para além do valor de entretenimento, as crónicas «têm valor para as ciências sociais». Naqueles registos, adiantou ainda a mesma interlocutora, «há material de estudo muito apetecível», pois no caso de Jorge Pinheiro e das suas crónicas há descrições de bairros de uma Torres Novas que já sofreu alterações por força da passagem do tempo. Mas o livro fala também de pessoas «que toda a gente conhecia», num tempo «em que toda a gente conhecia toda a gente».

 

Jorge Pinheiro declarou que aquele dia era «especial», pois viu em forma de livro «pedaços da vida» e porque se concretizou «o sonho» de ver publicados os textos que escreveu para “O Almonda”». Num gesto simpático, como é timbre do autor, aproveitou para recordar que tinha tido a sorte de ver o seu livro a ser apresentado na véspera do 2º aniversário da Biblioteca. Depois, socorrendo-se do “improviso” escrito, percorreu as crónicas que já publicou em “O Almonda” e recordou alguns episódios que fez o auditório sorrir, buscando no passado histórias do tempo do Pe. Búzio e outras que envolviam o “Ministro” de Torres Novas. Contou ainda como ficou quando um dia pode tocar na camisola amarela do Alves Barbosa e de ter ficado com o suor na mão, num dia em que a etapa da volta a Portugal terminou em Torres Novas.

 

O livro «é pequeno», declarou ainda o autor, para logo acrescentar, «mas para mim é enorme e uma grande honra». Logo depois deixou ficar a promessa de que irá continuar a escrever até que a memória lhe permita.

 

Luís Miguel Lopes

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