SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 22:04

Greve geral também se fez sentir em Torres Novas

 

Transportes, Serviços Municipais, Hospital e Escolas foram as áreas mais afectadas pela greve geral de dia 24.

 

A adesão dos trabalhadores do município ficou abaixo do esperado, por se tratar de um sector da administração pública, quedando-se pelos 28,5%, de acordo com os dados fornecidos pela Câmara Municipal. Embora houvesse sectores que encerraram ao público, como foi o caso da Tesouraria e sector de armazéns. Onde também se notou os efeitos da greve foi no sector de reparação de vias, onde faltou um grande número de operários. As Piscinas e o Palácio dos Desportos estiveram encerrados por falta de pessoal.

 

As escolas também sentiram os efeitos da greve. Tomando por exemplo as duas escolas secundárias da cidade a falta de funcionários em número suficiente impossibilitou que houvesse aulas. O mesmo se passou nas escolas primárias, sendo o expoente maior a Escola de Santa Maria, onde faltaram tantos professores como os que lá estão colocados, 19.

 

Na Rodoviária do Tejo, o centro operacional de Torres Novas – que inclui os concelhos de Torres Novas, Abrantes e Chamusca – foi onde se registou a maior adesão à greve (cerca de 70 por cento), com 75 funcionários que não comparecerem ao serviço, num universo de 107 trabalhadores.

 

A adesão obrigou a Rodoviária do Tejo a cancelar algumas carreiras interurbanas e urbanas, mantendo os serviços dos expressos e os serviços ocasionais (alugueres).

 

No Hospital de Torres Novas o delegado sindical da CGTP no local falou numa adesão de 90% entre enfermeiros, auxiliares e técnicos. A adesão massiva obrigou à paragem do Bloco Operatório e a consulta externa não funcionou. Apenas os serviços mínimos foram assegurados.

 

No ACES Serra D´Aire – Agrupamento de Centros de Saúde, onde se encontra o Centro de Saúde de Torres Novas, de um total de 311 trabalhadores, em 40 médicos faltaram 10, em 59 enfermeiros faltaram 18, entre os assistentes técnicos a adesão foi menor, faltando apenas 9 de 73. No entanto neste mesmo dia era feriado no Entroncamento, onde estão colocados 47 trabalhadores que pertencem ao quadro do ACES, o que dificulta as contas da adesão à greve.

 

Nos Correios, de acordo com os dados dos serviços dos CTT, no atendimento, a adesão à greve foi de 18,1% (em 11 trabalhadores, dois aderiram à greve) e na distribuição a adesão foi maior, com 50% (em 22 trabalhadores, 11 aderiram à greve).

 

O coordenador da União de Sindicatos do Distrito de Santarém, Valdemar Henriques, afirmou que a adesão à greve se fez sentir sobretudo nas autarquias e nos serviços públicos, como as escolas e hospitais.

 

Luís Miguel Lopes

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