SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 13:52

CDU em desacordo com as recentes medidas da Câmara Municipal

 

A concelhia da CDU de Torres Novas convocou a comunicação social local para expressar o seu desacordo com as medidas que a Câmara Municipal tem tomado recentemente. A conferência foi simbolicamente marcada para o mesmo dia (26 de Novembro) em que o Orçamento de Estado (penalizador para o cidadão) foi aprovado em Assembleia da República. Esta analogia entre as medidas do governo central e as medidas que têm sido tomadas no concelho pela Câmara Municipal surge no sentido de relacionar dois acontecimentos que penalizam o munícipe.

 

A CDU relaciona o Orçamento de Estado com as medidas tomadas pela autarquia local, pois considera que o corte do governo central no apoio às Câmaras Municipais originou que a Câmara Municipal do município de Torres Novas procurasse os cidadãos para cobrir esta falta de verba. Para aquele grupo politico, esta é a razão que acreditam que tenha motivado a criação de novas taxas municipais. Num estudo realizado pela CDU, concluiu-se que das cerca de 600 taxas actuais, 211 são novas. Sendo assim, afirmam que 25% das taxas são novas, 42% das taxas aumentaram de valor e 15% das taxas  baixaram. Contas feitas, cobrando uma única vez as 611 taxas existentes, a Câmara arrecada cerca de 21 mil euros. No entanto, a CDU alerta que este é um valor apenas de referência, pois a cobrança de determinadas taxas pode implicar o não pagamento de outras taxas.

 

O partido fez questão de destacar-se da restante representação camarária afirmando que “todas as medidas gravosas para o bolso dos munícipes foram aprovadas pelo PS com o beneplácito do PSD e com a oposição da CDU. (…) Com a alegada necessidade de equilibrar as suas contas, a Câmara vai cobrar ao martirizado cidadão aquilo que ela própria não poupa. Em vez de reduzir as suas próprias despesas, a Câmara caminha no sentido contrário e toma a mais fácil das decisões: aumentar as taxas e reduzir subsídios”. A CDU considerou ainda que em tempos difíceis, nos quais o cidadão já sai prejudicado pelo governo central (com a agravante da colocação de portagens na A23), cabe à Câmara o papel de facilitar a vida dos seus munícipes e não o contrário.

 

Deste modo a CDU faz questão de mencionar algumas medidas específicas que considera injustificadas. O aumento do preço da água através da “reposição da famosa quota de serviço que é ilegal e já havia sido abolida pela Câmara há dois anos” é uma das medidas questionadas, assim como a adopção de estacionamento pago em certos locais. Fazendo um levantamento dos estacionamentos a menos de 5 minutos (a pé) do centro, foi dito que “se estes estacionamentos estivessem devidamente sinalizados, o problema do estacionamento estaria resolvido”, pois “não houve qualquer estudo ou sequer abordagem por mínima que fosse sobre a verdadeira necessidade de aplicação de tal medida”.

 

João Rodrigues

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