SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 20:32

Reabertura e dedicação do altar da igreja de S. Pedro

p1-igreja_grd1

  

Desde que se soube que a igreja de S. Pedro corria o risco de ruir, no início de 2010, que o coração da comunidade católica de Torres Novas se apertou. A partir desse momento todos os esforços se fizeram para evitar que o templo, com mais história da cidade do Almonda, desmoronasse. Foram meses de trabalhos, de esforço e dedicação, de forma a restituir todo o esplendor e beleza à única igreja com três naves de Torres Novas.

 

Comunidade encheu o templo

 

No Domingo, a 31 de Outubro, oito meses após o arranque da obra, chegou o dia da reabertura do templo. Para presidir à cerimónia e bênção do novo altar foi convidado D. Manuel Pelino, o Bispo de Santarém. À hora prevista do início da cerimónia solene S. Pedro ter-se-á compadecido e suspendeu a chuva que se fez sentir forte nesse dia. Em procissão fez-se um curto percurso até à porta da igreja de S. Pedro, onde um dos responsáveis do Conselho para os Assuntos Económicos e Patrimoniais da Paróquia fez a oferta da chave do renovado templo ao reverendíssimo bispo. Também ali o Senhor Joaquim Rodrigues Bicho recordou que aquele dia era festivo por mais que um motivo, pois recebia o pastor da diocese e celebrava a reabertura de um importante templo da cidade. Naquela ocasião lembrou a colaboração da Câmara, da Comissão Regional do Centro, da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Ribatejo Norte, dos reverendos sacerdotes, dos restantes autarcas, entidades e técnicos, bem como as empresas que ali trabalharam, pois todos, de uma forma ou de outra, colaboraram para que a recuperação daquele património da cidade fosse célere.

 

Após a entrada na igreja foi a vez do arquitecto Francisco Pontes Varanda lembrar como se passou de uma obra de renovamento do forro do tecto para uma recuperação quase total, pois havia o risco do edifício ruir por causa do desvio existente nas paredes mestras e por isso «foi preciso uma intervenção mais alargada para evitar a derrocada». E depois, com o arranque da obra, foram descobertas outras feridas e elementos arquitectónicos que «há muito tempo não viam a luz do dia». Caberia também ao arquitecto arrancar o primeiro grande aplauso da assistência, ao dizer que a comunidade tinha de agradecer «os talentos que Deus conferiu ao Pe. Carlos». Nessa altura uma explosão de aplausos ecoou com um entusiasmo bem vincado pelo forte ritmo.

 

Luís Miguel Lopes

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados