SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 10:26

Projecto do Museu Alfredo Keil apresentado na Biblioteca Municipal

 

Por ocasião do centenário da República o nome de Alfredo Keil foi sendo evocado por ter sido o autor da música da “Portuguesa”, o hino nacional. Pedro Lobo Antunes, no tempo em que foi vereador em Torres Novas, falou da vontade da família de Alfredo Keil em fazer um museu ao Presidente da Câmara, António Rodrigues, e este acolheu a ideia. Fez-se um protocolo com a família e agora chegou o momento de apresentar o projecto para o “Museu Alfredo Keil”, que foi dado a conhecer na segunda-feira, dia 4, na Biblioteca Municipal.

 

Após os alunos do Conservatório do Choral Phydellius terem tocado a “Portuguesa”, António Rodrigues começou por declarar «Queremos fazer a obra!», explicando depois que «a força das circunstâncias» o levaram a tomar conhecimento da família do autor do hino nacional. O futuro museu irá interagir com um outro projecto, o “Mercado das Ideias”, a nascer na velhinha “Praça do Peixe”, no centro de Torres Novas. Já o Museu Alfredo Keil irá ser instalado onde hoje se encontra a sede da Banda Operária Torrejana, que ali continuará a ter casa. Cauteloso o Presidente da Câmara avisou no entanto, «a obra só irá ser feita com uma candidatura comunitária aprovada». Essa candidatura está a decorrer, e engloba 6 cidades da região. Quando estiver aprovada «avançará a obra» que se estima com um custo de 1,5 milhões de euros. Optimista declarou, «vamos acreditar que a obra avança» e que assim nasça em Torres Novas o Museu Nacional Alfredo Keil que contribuirá, à sua maneira, como mais um instrumento de ajuda à recuperação do Centro Histórico de Torres Novas.

 

Keil do Amaral, o bisneto de Alfredo Keil, é o autor do projecto de arquitectura e disse sentir-se feliz por ter encontrado «uma Câmara que quer dar um destino ao grande espólio de Alfredo Keil». Contou depois como o museu também faria sentido em Lisboa, ou Sinta, ou mesmo até em Ferreira do Zêzere onde o músico viveu parte da sua vida. Mas essas Câmaras «nunca chegaram a vias de facto» e sintetizou o percurso até Torres Novas dizendo, «o meu bisavô encontrou aqui quem o acarinhe».

 

 

Luís Miguel Lopes

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