SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 15:32

Escola da Meia Via esteve fechada a cadeado

 

A terça-feira, dia 14, foi de emoções fortes na Meia Via. Os pais dos alunos, tomando conhecimento de que a Escola apenas teria dois funcionários resolveram fechar a Escola a cadeado como forma de protesto.

 

O encerramento de Escolas em Carreiro D´Areia e em Casal Sentista fez com que as crianças fossem deslocadas para a Escola da Meia Via, aumentando significativamente o número de crianças da Escola, em mais 45. A esse aumento deveria corresponder um aumento de número de funcionários, como reconheceu o Presidente do Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado, António Mina.

 

Antes de tudo ser sanado houve ainda um aumento de tensão. O Presidente da Junta da Meia Via, José Gil, foi chamado à escola porque foi informado de que a escola estava fechada a cadeado. Em declarações a “O Almonda” José Gil explicou que quando se deslocou ao local viu que os pais e professores estavam à porta da escola e que aquela se encontrava fechada a cadeado. Telefonou para um empregado da Junta para que viesse cortar a corrente e quando se preparavam para o fazer houve uma pessoa, não identificada, que o impediu. Depois deste episódio José Gil dirigiu-se para a Junta e dali ligou ao Dr. António Mina, o Presidente do Agrupamento onde se encontra a Escola da Meia Via, informando-o da situação. Quando chegou o Dr. António Mina chegou também a GNR e quando se cortou o cadeado, contou José Gil, «as pessoas barafustaram, mas não muito».

 

Dentro da Escola decorreu uma reunião com os pais, professores e o Presidente do Agrupamento onde se explicou que até ao final da semana já deveria haver os funcionários necessários estando-se à espera que os concursos para a colocação de funcionários terminem. E, entretanto, foi deslocado um funcionário de outra Escola para a Meia Via.

 

Por outro lado os pais dos alunos disseram não compreender por que razão o ano passado existiam cinco funcionários e este ano, com mais alunos, existem apenas dois, um na pré-primária e outro na primária.

 

A Câmara de Torres Novas entende que este assunto é da responsabilidade do Agrupamento e não quis prestar declarações.

 

Luís Miguel Lopes

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