SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 16:16

Urbanização do Botequim reclama por limpeza

 

Alguns moradores da “Urbanização do Botequim” contactaram “O Almonda” para dar vazas à sua indignação. Segunda nos relataram a urbanização não vê os passeios limpos há cerca de dois anos e têm sido alguns moradores a fazer o que compete à autarquia.

 

«Os passeios não são limpos e as ervas crescem a olhos vistos. E há árvores que por não ser podadas cresceram em demasia, estão ao nível do segundo andar e os ramos entram para as nossas casas, atraindo toda a espécie de bicharada», relatou a “O Almonda” uma das moradoras. Os passeios, que não têm muitos anos, estão partidos junto ao local onde estão as árvores, por as raízes terem dado cabo deles. Há também ali um Parque Infantil com um bebedouro prometido desde a data da sua inauguração, a 25 de Abril de 2009, mas «até agora nada». Também nesse Parque Infantil, ao contrário do que se tem feito em outros locais do concelho, onde o chão tem um piso próprio para as crianças, ali o chão é de cascalho, levando os moradores a questionar se as crianças que ali habitam serão «menos que as outras».

 

Outra moradora diz que a Rua, que não tem placa, se chama “Rua 19 de Abril”, embora manifeste ignorância sobre a origem do nome. Uma breve pesquisa pelo Google permite avançar com duas hipóteses para a escolha da data, pois nesse dia, em 1973 fundou-se o Partido Socialista em Portugal e em 2005 aconteceu a eleição do Papa Bento XVI. Mas se fosse por algum destes motivos porque é que não se daria o nome apropriado à rua?

 

«Nunca ninguém reclamou que não tivesse razão»

 

José Gil, o Presidente de Junta da Meia Via, disse a “O Almonda” que o local não é limpo há já bastante tempo e que o deveria ser. Mas lembra que a limpeza de caminhos rurais e de passeios são da competência do município, ou, caso haja delegação de competências, pelas Juntas de Freguesia. Como os protocolos com a Junta de Freguesia foram este ano assinados a 28 de Junho e ainda têm de ir às Assembleias de Freguesia, explicou, não houve ainda oportunidade de contratar pessoal. Explicou ainda que de Janeiro até à presente data houve apenas verba para tratar das zonas mais populosas e justificou-se, «sem dinheiro e sem pessoal não nos é possível fazer mais» e rematou, «a Câmara não pagou à Junta para fazer esse trabalho».

 

Luís Miguel Lopes

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