SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 19:00

Cáritas Paroquial aposta na transparência

 

Em Outubro de 2009 um grupo de voluntários arregaçou as mangas para deitar mãos à obra da Acção Social das Paróquias. A Cáritas funcionava apenas na vertente de distribuição de roupas, um serviço prestado pela boa vontade de cinco benfeitoras. E eram estas mesmas beneméritas que se encarregavam do peditório nacional.

 

A Conferência de São Vicente Paulo, dentro da sua missão, tem acompanhado ao longo dos anos grande número de pessoas carenciadas. No entanto, havia a vontade e o desejo de criar um grupo de Acção Social das Paróquias de Torres Novas, que renovasse a Cáritas e que veio igualmente a coordenar a acção da Conferência de São Vicente Paulo.

 

Um grupo de voluntários juntou-se no sentido de levar por diante um projecto que pudesse ir ao encontro das carências existentes na área social.

“Neste primeiro momento de arranque, tivemos sorte em ter uma sede para nos reunirmos e umas instalações, para acolher as pessoas, conversar com elas, e apoiá-las quer em géneros, quer em vestuário” no remodelado edifício de S. Pedro, afirmou Joaquim Moleiro, Vice-presidente da Cáritas Paroquial.

 

A grande parte de alimentos vem do Banco Alimentar contra a Fome e o vestuário é doado pela comunidade. Ao entrar na sala onde estão dispostas as roupas em prateleiras, lavadas, passadas a ferro, cuidadas e catalogadas, damo-nos conta do trabalho que aquelas pilhas de roupa já organizada encerra.

 

E aqui, há que lamentar dois aspectos negativos e que é forçoso relembrar. “As pessoas deixam sacos e sacos de roupa na porta da Igreja, como se de algo que querem despachar, se tratasse. As pessoas não imaginam o trabalho que nos dá fazer a triagem dessa roupa que muitas vezes apenas serve para ir directamente para o lixo”, salienta Joaquim Moleiro.

 

É necessário dizer com palavras directas e sem falas mansas, que Instituições como a Cáritas, a Conferência São Vicente de Paulo, a Agir ou o Rosto que também prestam este tipo de apoio, não são depósitos para onde se envia a roupa estragada. E por vezes, segundo testemunhos ouvidos amíude, tão suja…

 

Ao dar, que se dê com a mesma dignidade com que gostaríamos de ser tratados. Não nos esqueçamos que amanhã podemos ser nós a ter de procurar o apoio de uma destas insttuições. A Cáritas Paroquial tem um espaço social junto às novas instalações da ECONOVA, e ao lado do salão onde habitualmente se fazem as festas e os almoços. Esse é o local onde deverão ser deixados os sacos com o vestuário, limpo, lavado, como se fossemos nós a ter de o vestir. Chama-se a isto respeito e dignidade pelo nosso semelhante.

 

A distribuição regular de géneros alimentícios é feita com base em critérios e depois de um conhecimento prévio da situação daquela família.

 

Actualmente o Grupo de Acção Social das Paróquias de torres Novas apoia a comunidade em três valências: Vestuário, sendo o atendimento feito no Salão de s. Pedro – Salas de Acção Social.

A Recolha de roupas é realizada às segundas-feiras das 17 às 19 horas e aos sábados das 10 às 12 horas. A sua distribuição tem lugar à terça-feira, no horário das 15 horas às 17 horas.

 

A valência de bens alimentares funciona no mesmo espaço no segundo sábado de cada mês, das 16 às 17:30 horas. São distribuídos cerca de 500 a 600 quilos de géneros alimentícios por mês.

 

Um terceira valência que o Grupo está a tentar implementar é o Apoio Social. Trata-se de um apoio personalizado, uma conversa que poderá ajudar, no horário das 15 às 19 horas, aos sábados. Esta última valência tem, ainda por detrás o factor vergonha ou receio de se expor e apenas duas pessoas a procuraram.

 

Célia Ramos

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