SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 07:09

Aumento da água «essencial» para estimular poupança

 

O presidente da associação ambientalista Quercus defendeu recentemente que um aumento do preço da factura da água é “essencial” para estimular os comportamentos de poupança deste recurso natural.

 

“Nós temos constatado que existem inúmeros comportamentos de poupança – de água, combustível ou energia eléctrica – directamente associados ao custo que esses bens possuem. A água é, de uma forma geral, barata e isso faz com que as pessoas muitas vezes não tenham cuidado na sua poupança”, disse à agência Lusa Hélder Spínola.

“Este factor de custo do recurso, neste caso da água, é sem dúvida essencial para fomentar mais os comportamentos de poupança”, adiantou o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza.

O ambientalista fez estas declarações a propósito da notícia avançada  pelo Diário de Notícias, que refere uma recomendação que está a ser ultimada pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e que, caso venha a ser adoptada, irá implicar um aumento das tarifas de consumo da água.

Hélder Spínola referiu que “existe legislação comunitária que obriga os estados-membros a que o custo da captação, tratamento, distribuição e gestão da água seja reflectido nas tarifas”.

 

“Isso, na maior parte, se não em quase todos, os sistemas de distribuição do país ainda não acontece”, disse.

 

Daí que seja quase obrigatório – por causa da legislação comunitária e pela necessidade de se valorizar cada vez mais este recurso – que ocorram aumentos no preço. Porque apesar desses aumentos a água continua a ser barata”, sustentou.

 

No entanto, Hélder Spínola salienta que “é importante que se faça a distinção entre níveis de consumo”.

 

Os níveis de consumo mais baixos devem ter tarifas também mais baixas. Mas a partir de determinados níveis de consumo, que passam a ser exagerados, a água deve ser tarifada a um valor muito elevado”, disse, ressalvando a necessidade de se ter em conta “que famílias com menos recursos, ou numerosas, poderão necessitar de um enquadramento específico de maneira a não serem penalizadas socialmente”.

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