SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 10:21

Entrevista com a cantora Gabriella Cilmi

 

Tem 18 anos mas a sua voz já deixou marcas em todo o mundo. A rebeldia em palco prova que nasceu para a música e que a sua jovem idade ainda lhe reserva muitos anos de sucesso por detrás do microfone. Gabriella Cilmi, a cantora australiana que deu vida ao célebre single “Sweet About Me”, veio a Torres Novas dar um concerto que encheu o Jardim das Rosas do município de pessoas de todas as idades. Depois de um surpreendente concerto, a jovem australiana não deixou de dar uma entrevista a “O Almonda” onde nos apresentou a pessoa adulta em que se tornou dois anos depois de aparecer nos tops mundiais.

 

De onde veio esta paixão pela música?

 

Não sei exactamente de onde veio. Sei que, desde criança, sou obcecada por música. Passava a vida a ouvir os discos da minha mãe. No fim da escola costumava ir tocar e cantar com os rapazes para a rua… Só sei que adorava, gostava mesmo de música. Estava sempre a cantar, quer no banho quer fora do banho, e foi sempre assim desde que me lembro!

 

E sempre sonhaste em ser uma cantora?

 

Sim, eu sempre soube que era isto que queria fazer. Não sei porquê esta ideia fixa mas foi mesmo isto que sempre quis.

 

És frequentemente comparada a artistas como Amy Whinehouse, Anastacia e Duffy. O que achas disso?

 

Não sei. Todas nós fomos reconhecidas por fazer uma coisa diferente de tudo o resto. Tínhamos um estilo de música completamente distinta, uma postura em palco e uma maneira de cantar diferentes. Acho que foi isso que nos destacou. Mas eu não gosto de ser comparada a outras pessoas, ninguém gosta. Além disso, acho que sou muito diferente delas e a minha música também. Não sei porque é que insistem nas comparações!

 

Eras muito nova quando gravaste o teu primeiro álbum e quando entraste neste mundo da música. Não tiveste medo? Medo de que fosse muito cedo?

 

Não. Eu comecei a gravar o meu primeiro álbum quando tinha 13 anos e, na minha opinião, quanto mais jovem se é, menos é o medo que se tem de fazer seja o que for. Lembro-me perfeitamente de ir para o estúdio com todos aqueles adultos à minha volta e sei que, de certa forma, tenho mais medo hoje do que tinha na altura. Quando crescemos pensamos demais e ao ser tão novinha só pensava que aquilo era giro e que me estava a divertir imenso. Não levava nada a sério, era tudo na brincadeira. Mas agora as coisas mudaram, já não é assim. Há outras responsabilidades e medos.

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