SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 01:14

Novo livro de Hugo Santos apresentado em Torres Novas

 

Há uns anos o autor Hugo Santos escreveu “O ofício das nostalgias”, que era um livro de oito contos com uma narrativa masculina. Mais tarde escreveu o “Segundo ofício das nostalgias”, desta vez com a voz no feminino que mereceu o prémio Manuel da Fonseca. Na quinta-feira, dia 6, no auditório da biblioteca, foi a vez de nos dar a conhecer “Os Labores de Adão & os Artifícios de Eva”, que junta os dois géneros num só livro.

 

Este novo livro de Hugo Santos junta a opinião escrita no masculino e no feminino de um história vivida em comum. Esta facilidade reconhecida a Hugo Santos de escrever no feminino foi explicada pelo autor a “O Almonda”, afirmando que talvez resulte de ter crescido «numa casa com cinco mulheres».

 

António Mário, amigo de longa data do escrito, fez a apresentação do livro, passando em resumo grande parte da sua obra literária e dizendo dele que mantém «uma relação visceral com o Alentejo». Este é também um autor de quem Urbano Tavares Rodrigues disse, «sem medo das afirmações: É um grande escritor. Leiam-no», lembrou António Mário.

 

Hugo Santos, durante a apresentação pública, disse que ao fim de mais de 40 livros escritos ainda «não se sente escritor», o que causou grandes sorrisos por entre a plateia, pois contrariamente ao que o autor disse já o vêem como o tal grande escritor. No entanto, e continuando com a sua habitual humildade, declarou Hugo Santos, «sou efectivamente o maior escritor contemporâneo do lado esquerdo da calçada das Mestras», onde Hugo Santos é o único morador.

 

A sessão não terminaria sem um momento de declamação de algumas poesias pelo Juiz Jorge Lino, que é presença habitual nas apresentações de Hugo Santos, pois é seu confesso admirador. Como é também hábito a eloquência de Jorge Lino granjeou-lhe inúmeros aplausos pela sua arte na declamação. Mesmo aqueles que dizem não apreciar poesia não conseguem ficar indiferentes à força declamadora do Juiz Desembargador, premiando-o com aplausos. E este, por sua vez, vendo que o Dr. Carlos Nuno se encontrava na plateia, fez questão de declamar concentrando-se neste torrejano, dando apenas uma breve explicação, «cada vez que vejo o Dr. Carlos Nuno entre a assistência é para ele que falo».

 

Luís Miguel Lopes

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados