SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 18:21

XXIV Festival do Cabrito mexeu com Torres Novas

 

 

Termina no próximo Domingo o XXIV Festival Gastronómico do Cabrito, sendo ainda possível ir à procura desta iguaria que é tão típica de Torres Novas. O festival procurou manter a tradição, divulgando a cozinha tradicional, procurando assim estimular a restauração a manter nas suas ementas um prato que é típico.

 

Este ano participaram treze restaurantes no festival, e, cada um à sua maneira, houve procura pelo cabrito, embora tivesse demorado um pouco a arrancar o interesse das pessoas. Terá ajudado a divulgação que foi feita na terça-feira, dia 6, no programa da tarde da RTP, pois a partir dessa altura notou-se uma maior afluência aos restaurantes de clientes que não eram da região e vinham à procura do que tinham ouvido falar na TV.

 

Alguns testemunhos

 

Manuel Romão, do restaurante “Babalhau Brasas” contou a “O Almonda” que notou que havia clientes que vinham à procura de comer cabrito, principalmente após a divulgação de que foi alvo na televisão o festival. Normalmente, aos fins-de-semana, já tem pratos de cabrito, por isso foi para ele fácil aderir ao festival. Ensopado de cabrito, cabrito no forno, ou cabrito grelhado, são as ofertas que tem disponíveis. No entanto o que mais foi procurado foi o cabrito grelhado, com batatinhas novas, grelos e arroz de miúdos. Já havia participado em edições anteriores do festival, e este ano, com mais uma semana que nos festivais anteriores, entende que a procura «foi igual à do ano passado». Um pouco crítico quanto ao “timming” da divulgação, pois já o festival se encontrava a decorrer quando foi feita a sua divulgação, dá o exemplo de um município vizinho, «Na Barquinha um mês antes do festival já estava a publicidade feita. Aqui, no dia em que começou o festival é que começou a divulgação. Acho que pelo menos com uma semana de antecedência é que deveria ter sido feita». Este comerciante da restauração estranha um pouco que as pessoas de Torres Novas não adiram muito ao festival, já que este é um prato típico da região. Atribuiu essa fraca adesão da população local à “desconfiança” de que o cabrito não seja mesmo da Serra, o que, pelo contrário, assegura que «é mesmo da Serra», só que «as pessoas é que julgam que não é», e remata o assunto dizendo, «O cabrito que as pessoas vão para as aldeias comer vem do mesmo lado onde nós vamos buscar para aqui ser confeccionado, à Serra».

 

Joaquim Eduardo, do restaurante da Nersant, faz um balanço muito positivo do festival. Embora só tivesse confeccionado o cabrito por encomenda diz que a procura «foi muito boa», e afiançou, «Houve pessoal que veio de propósito à procura do cabrito». Neste restaurante também há cabrito todo o ano e o prato mais procurado é também o cabrito grelhado, o que pareceu ser a norma nos restaurantes que “O Almonda” visitou. Joaquim Eduardo notou foi que o tipo de cliente que procura este prato é «de alguma idade» e que por norma «chegam bastante cedo ao restaurante». A satisfação deste comerciante estava bem patente na frase que nos deixou após a conversa, «Devia haver mais festivais, isto mexe com Torres Novas».

 

Luís Miguel Lopes

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