SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 16:16

25 de Abril – 36 anos depois, as opiniões dividem-se

 

“…Conhecidas as divisões existentes no seio da elite do regime do Estado Novo, o MFA decide levar adiante um golpe de estado. O movimento nasce secretamente em 1973. Nele estão envolvidos certos oficiais do exército que já conspiravam, descontentes por motivos de carreira militar.

 

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

 

Às 22h 55m é transmitida a canção “E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, um dos sinais previamente combinados pelos golpistas, que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

 

O segundo sinal foi dado às 0h20, quando foi transmitida a canção “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, pela Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações.”

 

A história é conhecida. Pelas gerações mais novas fruto da aprendizagem, enquanto marco decisivo da história de Portugal. E pela geração de quem viveu e acompanhou em tempo real a revolução que, há quem diga, trouxe “liberdade a mais” a “uma sociedade que se encontra desgovernada”.

 

Estas palavras, são parte de opiniões que foram recolhidas aqui e ali, nas avenidas de Torres Novas. Houve quem quisesse dar a cara, e houve quem preferisse ficar no anonimato. 

Os testemunhos têm em comum a ideia de que se passou do “8 ao 80”, “precisávamos, não digo de um Salazar, mas de um parecido com ele para endireitar este país”, dizia uma das pessoas que abordámos.

 

Duas gerações diferentes, ideias opostas. Os jovens pintam de “diabo” o governo de Salazar. Por seu lado a geração que viveu o antes e o depois da Revolução dos Cravos, recorda o Estado Novo, como uma época onde imperava a seriedade.

 

Célia Ramos

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