SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 14:37

Augusto Neto distinguido pelo Instituto Português de Sangue

 

O enfermeiro torrejano Augusto Neto, que fundou e preside a Associação de Dadores de Sangue de Torres Novas, foi distinguido no Sábado, dia 27 de Março, pelo Instituto Português de Sangue, em Lisboa, pelos anos de dedicação à causa.

 

Augusto Neto disse a “O Almonda” que ficou sensibilizado pelo gesto e pelo reconhecimento público de que foi alvo, numa cerimónia presidida pelo Dr. Gabriel Olim, o Presidente do Instituto de Sangue, e que contou com a presença do Dr. Francisco Georges, em representação da Ministra da Saúde. Em declarações a “O Almonda” Augusto Neto não se quis esquecer de todos aqueles que o acompanham há anos na Associação de Dadores de Sangue de Torres Novas, dizendo que o que foi conseguido não fora trabalho de uma pessoa só, e por essa razão dedica esta distinção «a todos os que fazem parte da associação».

 

Um longo percurso

 

Foi já no longínquo ano de 1975 que Augusto Neto foi convidado para tomar conta do então chamado “Serviço de Sangue” no Hospital de Torres Novas. Aceitou com uma condição, recorda, «não aceitar que se gratificasse monetariamente o dador», como então era costume. Deitou mãos-à-obra e começou a estudar a área e a aplicar os conhecimentos. A iniciativa teve tal sucesso que teve de pedir ajuda aos Serviços de Sangue de Coimbra e de Lisboa que recebessem o excedente de sangue. Nessa altura Torres Novas sentiu uma grande dinamização e havia a disponibilidade das pessoas para colaborar. Em vez de dinheiro era oferecido um lanche por cada dádiva de sangue.

 

Pouco tempo depois o Serviço de Sangue começou a ir às maiores empresas efectuar recolhas. Augusto Neto recorda que foi sem grande dificuldade que se convenceu as administrações dessas empresas a permitir que os trabalhadores dessem sangue.

 

O efeito dos “media”

 

O trabalho desenvolvido em Torres Novas chegou aos ouvidos de um grande comunicador da RTP desses tempos, o jornalista do “E esta hein?”, Fernando Peça. O jornalista ficou de tal modo impressionado com o trabalho desenvolvido em Torres Novas que, enquanto a saúde lhe permitiu, foi sempre presença assídua nos convívios dos dadores de sangue. Augusto Neto não tem dúvidas ao dizer que Fernando Peça foi «um grande divulgador».

 

Luís Miguel Lopes

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