SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 12:32

Recém-criado o CRITARTE já é uma promessa

 

A Cátia Roque interpretou o papel de Pipi das Meias Altas. “Foi a primeira vez que usei sapatos de tacão alto”, afirmou com entusiasmo ao recordar a sua participação no FNATES – VIII Festival Nacional de Teatro Especial e II Festival Internacional, em Abrantes. A Cátia diz que “estava nervosa e com alguma vergonha” quando subiu ao palco, mas a experiência foi sem dúvida marcante, pois nas suas palavras, “aprendi muita coisa”.

 

O Rui Ricardo já não é estreante em pisar o palco, uma vez que participou num workshop de Teatro em Maio do ano passado no Porto, mas nem por isso falou com menos entusiasmo da experiência, segundo disse, “a sala estava cheia e as pessoas bateram muitas palmas” o que revela o sucesso que o grupo recém criado teve nesta primeira aparição pública e enquanto Grupo de Teatro formado.

 

Falamos do Grupo de Teatro do CRIT (Centro de Reabilitação e Integração Torrejano) – CRITARTE e da sua participação no FNATES – VIII Festival Nacional de Teatro Especial e II Festival Internacional, em Abrantes, no passado dia 26 de Março. Um evento que contou com a participação especial de dois grupos brasileiros e de grupos de teatro constituídos por actores com deficiência, oriundos de todo o país.

 

O Almonda esteve no CRIT e conheceu os 12 actores, do Centro de Actividades Ocupacionais do CRIT, que integram o CRITARTE e que encenaram especialmente para este FESTIVAL, uma história do imaginário infantil com personagens bem conhecidas como a Pipi das Meias Altas, o Capuchinho Vermelho ou o Gato das Botas.

 

Este exercício cénico apresentado pelo CRITARTE resultou do trabalho realizado em cada um dos ensaios, nos quais o encenador, João Paulo Vieira foi recolhendo os motes dados por cada um dos actores, e assim se foi construindo a peça. “Peguei no imaginário deles, nas bases do seu percurso de vida, nas histórias infantis que eles recordam e a partir daqui fizemos uma exploração do seu imaginário”, explica João Paulo Vieira. “Uma história de histórias. À história infantil juntamos a realidade que vivemos no nosso dia-a-dia, a falta de emprego, a azáfama do dia-a-dia. A falta de tempo para parar e pensar nas pequenas coisas da vida que lhe dão significado. Através do imaginário infantil passamos para quem está a ver um abanão, uma chamada de atenção, de que o mundo não tem apenas a cor cinzenta…” Conclui o encenador.

 

Célia Ramos

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