SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 12:05

“Uma Instituição aberta à Comunidade”

 

O Centro de S. Silvestre, localizado em Carvalhal de Aroeira, Freguesia de S. Pedro foi inaugurado, tal como consta na placa descerrada pelo então Ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Ferro Rodrigues, no dia 17 de Setembro de 1999.

 

Uma porta grande envidraçada deixa entrar a luz que invade todo o espaço. Plantas naturais espalhadas pela instituição dão um ar acolhedor, e ajudam a sentir aquele Centro como uma casa de todos. E é efectivamente este sentimento de pertença comunitária que caracteriza esta Instituição.

 

“Esta obra foi feita com tanto empenhamento por parte das pessoas desta comunidade, deram tanto de si, que agora, acabam por sentir que esta obra é um pouco sua também”, dizia um membro da direcção do Centro de S. Silvestre.

 

No ano de 1992, Ana Isabel Correia, Técnica de Serviço Social e actualmente presidente da Direcção do Centro, trabalhava com um grupo de jovens num projecto de Ocupação dos Tempos Livres financiado pelo IPJ, onde uma das actividades levadas a cabo foi realizar questionários à comunidade, acerca de diversas matérias, e entre elas, colocava-se a questão de qual a maior necessidade sentida. A resposta a esta questão foi unânime, precisavam de um Centro de Dia, e, da criação de uma comissão instaladora ao início das obras passaram dois anos envoltos em burocracias.

 

Graças à “muita vontade e trabalho da comunidade, a obra começou e a primeira pedra foi lançada em 19 de Março de 1994. Começamos esta obra com zero cêntimos, no final, já toda equipada o total foi de 80 mil. Mas a obra fez-se!”, diz orgulhosamente Ana Isabel Correia.

 

As portas abriram com cerca de 15 utentes, sendo hoje 25 os utentes do Centro de Dia. Em Serviço de Apoio Domiciliário a instituição apoia 32 pessoas, e no Centro de Convívio reúnem-se duas vezes por semana 25 senhoras. “São senhoras que gostam de conviver, que recusam isolar-se. Vêm para aqui, lancham, fazem os seus bordados e passam uma boa tarde”.

 

Célia Ramos

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados