SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 09:30

Maria Lamas – Ministério da Educação confirma intenção de demolir

 

“O Almonda” enviou uma série de questões à empresa pública “Parque Escolar” sobre a decisão de se avançar para a demolição do edifício mais recente da Escola Maria Lamas, inaugurado em Outubro de 2002. Havia a hipótese levantada pelos técnicos da empresa de demolir o edifício e na sexta-feira, dia 12, através de um comunicado do Ministério da Educação houve a confirmação dessa intenção, que passa mesmo por demolir, pois justificam «a requalificação do edifício [é] mais onerosa do que a demolição e construção de uma infra-estrutura nova».

 

Após três semanas de trocas de emails e de telefonemas insistentes houve finalmente alguma informação prestada, não pela “Parque Escolar”, mas pelo Ministério da Educação que tutela a empresa, tendo emitido um comunicado que chegou até nós através da “Parque Escolar”. O Ministério da Educação diz no seu comunicado que «O edifício oferece as condições mínimas necessárias de segurança estrutural para a sua actual função», dissipando assim algumas dúvidas quanto à insegurança da estrutura. Dizem também que «A intervenção de requalificação e modernização está sujeita à introdução de um conjunto de valências e requisitos técnicos, tendo em conta a legislação em vigor, nomeadamente os decretos-lei 78/2006, 79/2006 e 80/2006 referentes a Sistema Nacional de Certificação Energética e Qualidade do Ar Interior nos edifícios (SCE), Regulamento de Sistemas Energéticos e de Climatização dos Edifícios (RSECE) e o Regulamento da Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE)» e que estes requisitos obrigam «à introdução de um conjunto de equipamentos que vai aumentar as cargas permanentes e sobrecargas para as quais o edifício foi projectado». Assim justificam que «Estas condições obrigam a um conjunto de adaptações e reforços estruturais, cujo impacto de custos e tempo de execução da obra torna a requalificação do edifício mais onerosa do que a demolição e construção de uma infra-estrutura nova».

 

Luís Miguel Lopes

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