SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 17:23

Sousa Martins também falou sobre o pavilhão Matias Pedro

 

Clube Desportivo de Torres Novas (CDTN), NIPC 500 998 698, colectividade desportiva de utilidade pública desde 1982, tendo sido visado de forma directa, altamente difamatória e, por via disso, claramente lesiva da sua reputação, do seu património e bom-nome, num artigo/esclarecimento publicado na edição do Jornal “O ALMONDA” de 05 de Fevereiro de 2010, sob o título “O Pavilhão Municipal Joaquim Matias Pedro” por parte do “Ex-Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas”, Sr. Casimiro Gomes Pereira vem, nos termos do disposto nos arts. 25º e segs. da Lei nº 2/99, de 13 de Janeiro, e no exercício do seu direito de resposta, dizer o seguinte:

 

1.       Desconhece o CDTN as reais intenções do signatário do artigo supra referido, que, e na qualidade de “Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas á época”, sentiu a necessidade de esclarecer a opinião pública torrejana sobre o verdadeiro “proprietário” do “Pavilhão Matias Pedro”, afirmando no final do seu artigo, de forma inequívoca e, cito, “indubitavelmente, que estas instalações desportivas são património municipal”. Tais afirmações/esclarecimentos feitas pelo autor do artigo (a confirmarem-se serem falsas), lesam a nossa colectividade na sua imagem, e, principalmente a honra de todos aqueles que ao longo dos anos a serviram.

2.       O Clube Desportivo de Torres Novas, por respeito aos seus mais de 80 anos de história, e numa clara homenagem a todos aqueles dirigentes que de uma forma digna e desinteressada contribuíram para elevar o nome do nosso Clube e da cidade por esse pais fora, quer deixar bem claro que é totalmente falsa a afirmação supra transcrita, conforme de seguida se comprovará.

3.       Para além de totalmente falsa, tal afirmação é ainda anormalmente absurda e indigna, por ter sido subscrita em nome do “Presidente da Câmara de Torres Novas á época” (e não do cidadão Casimiro Pereira) que, por via disso, tinha a obrigação de conhecer a realidade dos factos, abstendo-se de proferir afirmações/esclarecimentos incorrectos, (exerceu o cargo de Presidente do Município torrejano, entre 1979 e 1988).

4.       Por tudo o que anteriormente foi dito, e porque quem não se sente não é filho de boa gente, o CDTN vê-se na obrigação de, e por esta via, esclarecer a opinião pública torrejana, e em particular a sua massa associativa, a bem da verdade e da memória futura.

5.       O CDTN no início da década de 80, e com mais de 500 atletas federados nas mais diversas modalidades desportivas (Futebol, Hóquei, Patinagem, Andebol Masculino e Feminino, Basquetebol, Ténis, Pesca, Ginástica), sente a necessidade de solucionar o problema das suas “secções amadoras” bem como da sua sede social, pois o único espaço que existia na vila “á época”, para todas as colectividades e actividades “indoor”, era o Pavilhão Municipal, localizado ao lado do Estádio Municipal Dr. Alves Vieira. Nesse sentido, diversas individualidades torrejanas (em particular o sócio Joaquim Matias Pedro) contactam forças vivas da cidade com vista á obtenção de terrenos para a construção do seu Ginásio-Sede (sim, era assim que eram chamados na altura os recintos desportivos fechados). Mais uma vez, como já anteriormente o tinham feito aquando da construção do Estádio Municipal na década de 60, dois ilustres associados do CDTN, mais concretamente o Dr. João Mexia da Silveira e Serpa (Visconde de S. Gião) e Sr. Pedro Gorjão Maia, aceitam ajudar, disponibilizando-se a doar 2 parcelas de terrenos (a destacar), na então zona da “BICA”, actualmente denominada como Quinta da Silvã.

6.       Sucede porém, e independentemente de tudo o anteriormente relatado, o CDTN viu-se obrigado a compilar um conjunto de documentação de forma a poder lavrar a competente escritura pública das 2 parcelas de terreno, prometidas pelos 2 associados identificados anteriormente.

7.       Assim acontece, e, por despacho exarado pelo Sr. Presidente da CMTN á época (imagine-se, o Sr. Casimiro Pereira), são emitidas pelos competentes serviços da Secretaria Municipal 2 certidões, as quais foram requeridas pelos cidadãos Pedro Gorjão Maia e Dr. João Mexia da Silveira e Serpa com vista a “escritura de doação”, e que ficam registadas nos serviços da Secretária da Câmara sob o nº 177 e 178, em 24 de Março de 1982 (cópia das certidões em anexo).

8.       A 07 de Maio de 1982, na sua sede social na Quinta da Lezíria, nesta cidade de Torres Novas, reúne pelas 21h30 em Assembleia-Geral-Extraordinária o CDTN, com vista á deliberação da doação de 2 terrenos, dos 2 associados mencionados anteriormente, na zona da BICA na freguesia de S. Pedro concelho de Torres Novas, um com uma área aproximada de 883m2 e outro com uma área aproximada de 328m2. A proposta é posta á votação e aprovada por unanimidade dos sócios presentes, que aceitam a respectiva DOAÇÂO dos terrenos com vista á construção do seu GINÀSIO-SEDE. É lavrada a respectiva acta nº 16, tendo sido assinada pelo Presidente da Mesa (Dr. Alves Vieira) e o respectivo secretário (cópia da Acta da AG em anexo).

9.       A um 01 de Julho de 1982, no Cartório Notarial de Torres Novas é outorgada a competente escritura pública das 2 DOAÇÔES (terrenos) a favor do CDTN, cuja cópia Notarial junto, tendo outorgado a mesma em nome do nosso Clube o Presidente e o Secretário da Direcção “á época”, Sr. José Augusto Pedro da Silva e Sr. José Simão.

10.   Nos anos seguintes, e contagiados com o entusiasmo e fervor clubista do associado Joaquim Matias Pedro (e não só), com a cedência da estrutura metálica por parte da CMTN (e não só), com o suor e empenho de muitos sócios e amigos do nosso Clube, e com a ajuda de muitas empresas locais e regionais, constrói-se o “Ginásio-Sede” do CDTN, que infelizmente nunca foi terminado de acordo com o projecto inicial (faltou concluir a parte da sede social).

11.   Desconhece-se, sem obrigação de conhecer, a existência de qualquer deliberação camarária da época em que o Sr. Casimiro Pereira foi Presidente da CMTN com vista á atribuição do nome do associado Joaquim Matias Pedro ao imóvel do CDTN, pois, a existir seria nula por vicio de forma considerando que a CMTN não tinha, nem tem, legitimidade para atribuir nomes a edifícios/propriedades privadas. A deliberação de atribuir ao Pavilhão do CDTN o nome do “seu principal promotor” coube “á época” á AG do nosso Clube.

12.   Sobre as demais considerações feitas pelo Sr. Casimiro Pereira (Gestão do Pavilhão, Armazenagem durante vários anos da estrutura metálica, etc …), e em particular, aquela em que insinua um tipo de PPP (Parceria-Público-Privada ????) com o CDTN “á época”, prefiro nem sequer comentar.

13.   O Pavilhão Joaquim Matias Pedro do CDTN, sito na Rua Luís de Camões, está inscrito na matriz predial urbana da freguesia de São Pedro sob o artº nº 3039 e registado na Conservatória do Registo Predial de Torres Novas sob o nº 1857, possui um valor patrimonial de 413.880,00€, sendo qualquer outra consideração sobre a propriedade do mesmo infundada e inútil.

 

O CDTN espera ter conseguido esclarecer por esta via a opinião pública torrejana, e os seus associados em particular, sobre a sua “inquestionável” legitimidade como proprietário único do Pavilhão Joaquim Matias Pedro.

 

Que seja útil

 

Torres Novas, 08 de Fevereiro de 2010

 

 

Pela Comissão Administrativa do CDTN

O Presidente

 

 

João Paulo de Sousa Martins, Engº

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados