SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 01:25

Homenagem a Francisco Canais Rocha

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O Teatro Virgínia, em Torres Novas, foi o palco escolhido para homenagear o torrejano Francisco Canais Rocha, no Domingo, dia 31 de Janeiro. Amigos de longa data e vários representantes de instituições por onde Francisco Canais Rocha passou, como Carvalho da Silva da CGTP, e António Canelas da FARPIR, bem como o representante máximo da autarquia torrejana, António Rodrigues, marcaram presença nesta homenagem.

Casimiro Meneses, o Presidente da Confederação de Reformados do Distrito de Santarém, agradeceu à Câmara de Torres Novas ter-se associado à homenagem que «desde o início mostrou grande disponibilidade», saudando em seguida o «homem e o político» que foi, e é, Francisco Canais Rocha, dizendo que estava-se ali a homenagear «um grande lutador, cidadão abnegado e solidário», que sempre fora «vertical e digno».

António Canelas, amigo desde a infância de Francisco Canais Rocha, disse por sua vez que se estava ali para «testemunhar publicamente o nosso respeito e admiração» pelo homenageado, explicando em seguida que ele era o seu «camarada desde sempre», pois haviam entrado juntos, praticamente ao mesmo tempo, para o PCP no tempo do “antigo regime”. Contou depois um pequeno episódio a propósito da passagem à clandestinidade de Francisco Canais Rocha, dando-lhe nessa altura o dinheiro que tinha para comprar um sobretudo, «o sobretudo nunca mais o tive, mas tive para sempre o meu amigo».

Carvalho da Silva veio de propósito a Torres Novas para estar presente na homenagem, representando a sua associação sindical. Disse sentir «um prazer redobrado por homenagear um amigo de longa data, o político e o cidadão». Disse ainda que era também um momento de homenagem à Rosalina, a mulher de Francisco Canais Rocha, dizendo que também ela teve um «percurso exemplar», arrancando da plateia um grande aplauso de aprovação. Carvalho da Silva destacou a intervenção política do homenageado a vários níveis, desde o individual à colectiva, comentando, «É um cidadão pleno com intervenção social, política e económica». A propósito da data da homenagem, 31 de Janeiro, sublinhou o facto de arrancarem nesse dia as comemorações da República, dizendo a esse propósito que é necessário «lembrar os seus valores», explicitando em seguida, «É preciso moralizar a governação. É preciso transparência e valores. Esses são os conteúdos que sustentam a afirmação da República». Com um discurso mais político continuou, «A crise não são os deficits e os números. A crise é as dificuldades e a pobreza, não são as cotações na bolsa». Retornando ao homenageado disse que ele foi «um extraordinário sindicalista» com quem privou e foi bom de conhecer e partilhar.

Luís Miguel Lopes

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